O Hamas continua sem responder ao plano de paz proposto por Donald Trump, que exige o fim do terrorismo na Palestina. Perante o impasse, Israel aperta cada vez mais o cerco em Gaza, um território praticamente isolado onde os combates se intensificam.
Sem a resposta do Hamas à proposta de paz de Donald Trump, Israel tenta acabar com o último bastião do grupo.
O ministro israelita da Defesa declarou que os que permanecerem na cidade de Gaza serão considerados terroristas.
O isolamento da capital do enclave foi consolidado com o encerramento da autoestrada costeira Al Rashid, o único acesso ao Norte.
O comité da Cruz Vermelha anunciou ter sido forçado a suspender a atividade devido à intensificação dos ataques.
A ONU, por seu turno, diz que não vai retirar o pessoal da cidade de Gaza.
Nas últimas 24 horas, mais de 50 palestinianos foram mortos na cidade. Entre as vítimas estarão cinco pessoas atingidas por um carro de combate israelita perto de um tanque de água.
Em deslocação forçada para fora da cidade, milhares de pessoas procuram uma vez mais as ditas zonas humanitárias, classificadas como seguras, mas que frequentemente são também alvo do poder de fogo israelita.
Com o prazo dado ao Hamas a aproximar-se do limite, o representante de Telavive nas Nações Unidas assegura que Israel está preparado para qualquer cenário.
O Hamas já tinha anunciado consultas a outras fações palestinianas, mas dentro do próprio grupo haverá divisões. A maioria estará inclinada a aceitar, mas os mais extremistas falam em rendição e humilhação.
