Quatro dias após Donald Trump ter apresentado em Washington um plano de paz para Gaza, Israel intensifica a ofensiva militar enquanto o Hamas continua sem dar uma resposta oficial. Entre apoio de países árabes e suspeitas de versões diferentes do documento, crescem as dúvidas sobre a sua aplicação.
No habitual explicador do Jornal do Dia, o coronel Carlos Mendes Dias analisa os principais pontos do plano que prevê, entre outras medidas, a libertação de reféns israelitas em troca de prisioneiros palestinianos, a criação de uma força internacional de estabilização e a exclusão do Hamas da governação de Gaza.
O comentador da SIC sublinha que a proposta norte-americana levanta várias fragilidades: “Há demasiadas indefinições. Não significa que seja um mau trabalho, mas há muitas pontas soltas que podem comprometer a viabilidade deste plano”.
Entre os dossiês mais sensíveis destacam-se a desmilitarização do Hamas, a futura administração internacional da Faixa de Gaza e as garantias de segurança para Israel. Carlos Mendes Dias lembra ainda que, embora o documento preveja a não anexação de Gaza, a sua concretização dependerá da pressão diplomática e da capacidade de transformar intenções em compromissos duradouros.
Este é um dos temas em análise, no explicador do Jornal do Dia desta sexta-feira, com o coronel Carlos Mendes Dias.

