Tratados de forma desumana. Foi assim que o grupo de 137 ativistas de diversas nacionalidades que este sábado chegaram à Turquia, depois de serem deportados de Israel, descreveram aquilo a que foram sujeitos numa prisão de alta segurança, no deserto do Neguev.
Dizem que foram "tratados como animais" e denunciaram ainda o tratamento humilhante imposto pelas autoridades israelitas à jovem ativista climática Greta Thundberg, de apenas 22 anos.
Segundo a Adalah, uma organização israelita de direitos humanos que presta assistência jurídica, os detidos foram forçados permanecer durante várias horas com as mãos amarradas, privados de medicamentos e impedidos de falar com advogados.
O Ministério das Negócios Estrangeiros de Israel rejeita as alegações classificando-as como "mentiras completas", e garante que todos os detidos foram tratados de acordo com a lei.
Os ativistas contam que as paredes das celas estão manchadas de sangue e lembram que o tratamento a que foram sujeitos foi uma pequena amostra dos abusos que os detidos palestinianos enfrentam nas prisões israelitas, muitos deles, crianças.

