Guerra Rússia-Ucrânia

Rússia e Ucrânia reforçaram escalada verbal e aumentam tom das ameaças

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Dia marcado por bombardeamentos a Kharkiv.

Na guerra da Ucrânia, o dia está marcado pelos bombardeamentos a Kharkiv, e pelos riscos dos combates no centro do país provocarem um acidente grave na central nuclear de Zaporíjia.

É já considerada a noite mais trágica desde o início da guerra em Kharkiv. Primeiro, a artilharia russa lançou foguetes sobre a segunda cidade ucraniana. Depois, os mísseis Kalibr atingiram zonas residenciais. Entre os prédios destruídos nos bombardeamentos está um lar para deficientes auditivos.

Já ao final da madrugada, à hora que quase todos dormem, um novo ataque, também com mísseis, surpreendeu os habitantes de Kharkiv a 40 quilómetros da fronteira russa.

No sul da Ucrânia, mantém-se a tensão militar em Zaporíjia.

Moscovo nega ter armas pesadas na maior central nuclear da Europa. Nega ainda estar a usar as instalações como escudo para bombardear as tropas ucranianas. Acusa já Kiev de aproveitar a visita do secretário geral da ONU para lançar uma provocação.

Kiev contrapõe que é a Rússia quem bombardeia em Zaporíjia e quem pode provocar uma tragédia na região. Exige a retirada militar imediata da central.
Com as linhas da frente da guerra praticamente inalteradas nos últimos dias, tanto no sul como a leste, no Donbass, russos e ucranianos reforçaram a escalada verbal e aumentaram o tom das ameaças mútuas.
Kiev prometeu já para a semana o início de uma contraofensiva para reconquistar território.
Moscovo confirmou o envio de 3 MiG-31 para Kalininegrado.
Os caças aterraram já esta quinta-feira no enclave russo do Báltico. Estão equipados com mísseis hipersónicos Khinjal, capazes de transportar ogivas nucleares e destruir alvos a 2 mil quilómetros de distância.

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