Guerra Rússia-Ucrânia

Ataque a Kiev poderá ser "retaliação" de Moscovo após destruição da ponte que liga Rússia à Crimeia

Opinião

Loading...

José Milhazes, comentador da SIC, explica que um dos alvos deste ataque à capital ucraniana poderia ser a sede dos serviços secretos.

Esta segunda-feira foram ouvidas várias explosões em Kiev, na Ucrânia, dias depois de ter sido destruída a ponte que liga a Rússia à Crimeia

Há vários meses que a capital ucraniana não estava no centro do conflito e José Milhazes, comentador da SIC, considera que poderá tratar-se uma retaliação por parte de Moscovo.

As agências de notícias internacionais avançam que as explosões terão sido resultado de ataques com mísseis e sabe-se que uma das ruas atingidas é onde se localiza a sede dos serviços secretos ucranianos, que poderia ser um dos alvos.

José Milhazes explica que no domingo, Vladimir Putin declarou que a "Ucrânia e os serviços secretos ucranianos foram os organizadores e os autores do ataque contra a ponte que liga a Rússia à Crimeia".

O procurador da Rússia, depois das declarações de Putin, disse ainda que os explosivos que destruíram a ponte terão passado por vários países, nomeadamente a Bulgária, Roménia e Geórgia, "de onde entrou em território russo e depois [chegou] à ponte".

"Se se confirmar esta versão mostra que os serviços secretos russos estão a trabalhar muito mal, porque não conseguiram detetar um camião que transportava toneladas de explosivos."

Ainda não existe um balanço oficial de vítimas em Kiev, mas as imagens mostram vários carros carros em chamas. Na madrugada desta segunda-feira, além de Kiev foram também atacadas cidades como Zaporíjia, Dnipro, algumas partes da região de Odessa e a cidade natal do Presidente Zelensky.

"É sinal que Vladimir Putin pode ter cedido às exigências (...) por não responder aos ataques dos ucranianos."

Na Rússia vai reunir-se esta segunda-feira o Conselho de Segurança e "certamente deverão sair algumas medidas ou até poderão ser anunciadas demissões devido ao ataque à ponte". O comentador da SIC acrescenta ainda que se poderá estar perante uma nova "escalada" do conflito nesta guerra ainda sem fim à vista.



Últimas Notícias