Guerra Rússia-Ucrânia

Sobe número de mortos em ataques russos a cidades ucranianas

Kiev é atingida por ataques russos.
Kiev é atingida por ataques russos.
Roman Hrytsyna

Além de Kiev, Lviv, Dnipro, Zaporijia, Sumi, Kharkiv e Jytomyr e outras tantas cidades foram atingidas por mísseis russos na segunda-feira.

Pelo menos 19 pessoas morreram e outras 105 ficaram feridas nos ataques russos realizados na segunda-feira a diversas cidades na Ucrânia, segundo um novo balanço divulgado esta terça-feira pelas autoridades ucranianas.

"De acordo com dados preliminares, 19 pessoas morreram e 105 ficaram feridas", informou o serviço estatal para situações de emergência ucraniano na rede social Telegram.

O balanço anterior, divulgado na noite de segunda-feira, indicava 14 mortos e 97 feridos nos bombardeamentos russos a várias cidades ucranianas, incluindo Kiev, que desde o final de junho não sofria ataques das tropas russas. Além de Kiev, Lviv, Dnipro, Zaporijia, Sumi, Kharkiv e Jytomyr e outras tantas cidades foram atingidas por mísseis russos na segunda-feira.

Mais de 300 localidades ficaram sem eletricidade em todo o país na sequência destes ataques, que afetaram notavelmente as centrais elétricas, segundo a mesma fonte.

Esta terça-feira de manhã, um novo ataque russo atingiu a cidade de Zaporíjia, no sul do país, que tem sido atingida por bombardeamentos russos nas últimas semanas. Doze mísseis do tipo S-300 atingiram infraestruturas civis, matando uma pessoa, segundo o serviço estatal para situações de emergência.

Putin confirma ataques e justifica com ataque “terrorista” na ponte

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou esses "maciços" bombardeamentos pelo ataque "terrorista" cometido no sábado por Kiev contra a ponte que liga o território russo à Crimeia (sul), península ucraniana anexada por Moscovo em 2014.

O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmygal, disse que onze grandes infraestruturas foram danificadas em oito regiões, além da capital.

A Ucrânia anunciou que interromperá as suas exportações de eletricidade para a Europa após esses ataques, pois os cortes de energia estão a afetar muitas regiões.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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