Guerra Rússia-Ucrânia

NATO reúne-se de "emergência" na quarta-feira para discutir situação na Polónia

NATO reúne-se de "emergência" na quarta-feira para discutir situação na Polónia
Olivier Matthys

Na reunião vão participar o secretário-geral e os embaixadores da NATO.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, vai realizar uma "reunião de emergência" com os embaixadores da Aliança Atlântica na quarta-feira sobre a explosão que matou duas pessoas na Polónia, disse esta terça-feira um porta-voz.

"O secretário-geral vai presidir uma reunião de emergência dos embaixadores da NATO amanhã [quarta-feira] para discutir este trágico incidente", disse a porta-voz do organismo, Oana Lungescu, enquanto informações não confirmadas levantavam a possibilidade de mísseis russos terem atingido o território polaco.

Um alto funcionário dos serviços de informações dos Estados Unidos disse esta terça-feira que mísseis russos caíram na Polónia, país membro da NATO, incidente que causou a morte a duas pessoas.

O primeiro-ministro polaco já reagiu ao incidente. Depois de uma reunião de emergência com os elementos do Governo, Mateusz Morawiecki anunciou, numa declaração ao país, que vai aumentar monitorização no espaço aéreo. O primeiro-ministro apelou a todos os polacos que mantenham a calma.

O Presidente da Polónia, Andrzej Duda, diz que não há provas definitivas de que míssil tenha sido disparado da Rússia.

De acordo com órgãos de comunicação polacos, duas pessoas morreram esta terça-feira à tarde, depois de um projétil ter atingido uma zona agrícola em Przewodów, uma vila polaca perto da fronteira com a Ucrânia.

A polícia e o Exército já estão presentes no local, segundo os media, que noticiaram também que os bombeiros confirmaram a ocorrência de explosões naquela localidade, noticiou a agência Efe.

De acordo com a Força Aérea ucraniana, a Rússia disparou esta terça-feira sobre as infraestruturas de produção de energia elétrica de várias regiões ucranianas "cerca de" 100 mísseis, causando cortes de eletricidade, além de ter atingido igualmente zonas residenciais e feito pelo menos um morto na capital ucraniana, Kiev.

Mais de sete milhões de habitações da Ucrânia estão sem eletricidade após os novos bombardeamentos russos.

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