Jogos Olímpicos

Tóquio 2020. Presidente da federação de atletismo "extremamente orgulhoso" de Pichardo

David J. Phillip

Jorge Vieira considera que mais do que um resultado do atletismo, o ouro de Pichardo "é um resultado do desporto português".

O presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) mostrou-se esta quinta-feira "extremamente contente e extremamente orgulhoso" pelo ouro de Pedro Pichardo no triplo salto dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, pedindo mais investimento no desporto nacional.

"Quando se chega ao primeiro lugar do pódio, que é o título eterno de campeão olímpico, naturalmente que estou como a maioria do povo português, extremamente contente e orgulhoso deste resultado", destacou Jorge Vieira.

Pichardo tornou-se o quinto campeão olímpico português, sucedendo a Carlos Lopes (maratona de Los Angeles1984), Rosa Mota (maratona de Seul1988), Fernanda Ribeiro (10.000 metros de Atlanta1996) e Nélson Évora (triplo salto de Pequim2008).

Venceu o concurso com um salto de 17,98 metros, conquistando a primeira medalha de ouro para Portugal em Tóquio2020, depois da prata de Patrícia Mamona, na prova feminina do triplo salto, e do bronze do judoca Jorge Fonseca (-100 kg) e do canoísta Fernando Pimenta (K1 1.000).

O atleta de 28 anos efetuou o seu melhor salto, de 17,98 metros, à terceira tentativa, e bateu o seu recorde nacional por três centímetros, impondo-se ao chinês Yaming Zhu, com 17,57, e ao burquinense Fabrice Zango, com 17,47, que conquistaram as medalhas de prata e de bronze, respetivamente.

Os restantes dois saltos válidos do benfiquista na final, ambos de 17,61 metros, também teriam valido o título.

Mais do que um resultado do atletismo, "é um resultado do desporto português", afiançou, e considerou que o ouro, como outros resultados já alcançados na capital nipónica, são importantes para o país "valorizar um setor que tantas vezes é desvalorizado" em Portugal.

"São estes resultados, cremos, que vão despertar a atenção, em geral, das famílias, mas das entidades que nos têm de apoiar. Se conseguimos estes resultados com apoios que são muitas vezes insuficientes, o que poderíamos conquistar com apoios mais significativos", questionou.

Para Jorge Vieira, com outro "apoio e trabalho" Portugal poderia "recuperar dos atrasos acumulados ao longo de muitas décadas, de muitos Jogos Olímpicos" para outras nações da mesma dimensão, até porque há "um potencial grande que precisa de ser alimentado com muito mais recursos".

"Neste momento, destaco o enorme prazer e felicidade com estes resultados. Chegarmos ao topo, com o quinto título olímpico, para mim pessoalmente, ao longo da minha vida a representar a modalidade, é um prazer e uma felicidade ímpar", declarou.

A SIC EM TÓQUIO

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