Qatar 2022: Curiosidades

Afinal, como funciona a tecnologia da bola do Mundial?

Afinal, como funciona a tecnologia da bola do Mundial?
Abbie Parr

O jogo de Portugal frente ao Uruguai desvendeu mais valências da tecnologia usada na “Al Rihla”, a bola deste Mundial.

A bola oficial do Mundial do Qatar tem uma tecnologia avançada que consegue detetar todos os movimentos e contactos ajudando a sustentar várias decisões, tais como a do golo de Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo.

As bolas têm um sensor conhecido por Unidade de Medição de Inércia que está inserido no centro da bola. Este sensor consegue detetar e registar os dados 500 vezes por segundo, precisando o local e o momento de cada movimento.

A informação detalhada e precisa de cada lance segue de imediato para a sala do videoárbitro, ajudando assim de forma rápida e eficaz a equipa de arbitragem em cada decisão.

É com base nesta tecnologia avançada e inédita em campeonatos do Mundo que a Adidas garante que Cristiano Ronaldo não tocou na bola no primeiro golo de Portugal frente ao Uruguai.

As "medições mostram que não houve nenhuma força externa na bola" desde o momento em que saiu do pé de Bruno Fernandes até bater nas redes do fundo da baliza uruguaia. A marca sustenta a tese referindo que o "sensor IMU de 500 Hz dentro da bola permite-nos ser altamente precisos na nossa análise".

Além deste sensor dentro da bola, o sistema de inteligência artificial que está a ser usado pela FIFA neste Mundial conta ainda com 12 câmaras instaladas na parte superior de cada estádio que monitorizam 29 pontos do corpo de cada jogador.

Os dados da bola e do corpo de cada atleta são, automaticamente, combinados num programa de computador que permite leituras claras em qualquer caso de dúvida.

Até agora, o sistema tem sido muito útil sobretudo nas situações de fora de jogo.