Orçamento do Estado

BE e PS sobre Orçamento: As razões que levaram o Bloco a mudar de posição

Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, e João Paulo Correia, do PS, debatem as medidas de resposta à crise presentes no OE2021

Num frente-a-frente com o PS, o Bloco de Esquerda (BE) disse que a resposta do Governo, presente no Orçamento do Estado para 2021, tem de estar à atura para a crise económica que está a atingir Portugal.

O país enfrenta uma crise sem precedentes, cujos efeitos ainda são - em larga medida - muito difíceis de contabilizar, mas que vai afetar de uma forma muito profunda a nossa sociedade, o rendimento das pessoas, o emprego, os despedimentos e a saúde pública. Por isso, temos de ter consciência que o Orçamento do Estado para 2021 não é mais um orçamento igual aos outros, é o Orçamento de resposta à crise. Quem sabe, talvez, uma das maiores que nós assistimos nos nossos tempos, disse a deputada bloquista.

O BE não quer assumir a responsabilidade de viabilizar um Orçamento que fique aquém do que o partido considera serem as respostas essenciais para responder à crise. No entanto, não recusa voltar à mesa com o Governo para negociar o que dizem ser os mínimos: A porta continua aberta, se quiser negociá-los”, anunciou Mortágua.

Por outro lado, o PS, pela voz do deputado João Paulo Correia, vê com estranheza a posição do BE e não entende como é que estas medidas, que estão anunciadas, que são do conhecimento dos parceiros que se sentaram à mesa das negociações do Governo, não levam o BE a considerar, pelo menos a viabilização na generalidade.

Os socialistas mostraram-se recetivos a uma negociação na especialidade, mas apelam ao Bloco que deixe passar o documento na primeira votação. Dizer que não já na generalidade, do nosso ponto de vista, é um exagero, sublinhou João Paulo Correia.