Orçamento do Estado

Orçamento do Estado. Patrões dizem que “até os animais são mais bem tratados”

Patrões e sindicatos falam numa “surpresa desagradável”.

Governo e parceiros sociais estão reunidos esta quinta-feira para discutir o próximo Orçamento do Estado para 2021. À chegada ao encontro, patrões e sindicatos mostraram-se desiludidos com a proposta inicial.

António Saraiva, da Confederação Empresarial de Portugal, considera que até os animais são mais contemplados que as empresas neste orçamento.

"NÃO HESITAREMOS NA PROTEÇÃO DO RENDIMENTO DAS FAMÍLIAS E EMPREGO"

O ministro das Finanças, João Leão, disse na terça-feira na apresentação do Orçamento do Estado que o Governo não hesitará em proteger o rendimento das famílias e o emprego e que recusa a austeridade como resposta à crise.

Segundo o governante, a proposta do OE2021 entregue na segunda-feira no Parlamento "não tem austeridade e não vem acrescentar crise à crise", que o que faz é apostar na "recuperação da economia e na proteção do rendimento dos portugueses" e do emprego, "preocupação central da política económica e orçamental".

OS GRANDES NÚMEROS DO OE2021

O Governo tem no Orçamento uma reserva de 500 milhões para a TAP. A companhia pode vir a precisar de mais dinheiro do que os 1.200 milhões de euros de empréstimo já autorizados por Bruxelas.

Dos aviões para os comboios, o OE2021 destina 470 milhões de euros para a CP. O dinheiro vai ajudar a transportadora a pagar os juros dos créditos contraídos nos últimos anos.

Empresas publicas à parte, é na educação e na saúde que o Governo prevê gastar mais dinheiro.

Na educação, a verba é reforçada em 500 milhões para contratar mais três mil funcionários para as escolas, cumprir a promessa de entregar computadores a todos os alunos do ensino secundário e alargar as creches gratuitas até ao 2.º escalão de rendimentos.

Na saúde, há mais 470 milhões do que o foi gasto em 2020. O dinheiro servirá para contratar mais 4.200 profissionais para o Serviço Nacional de Saúde, para pagar um subsídio de risco aos que estão na linha da frente da covid-19 e para fixar médicos em zonas onde fazem falta.

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