Orçamento do Estado

BE e PCP podem não viabilizar o Orçamento de Estado para 2022

Governo tem dito que está disponível para continuar a negociar.

O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português podem não viabilizar o próximo Orçamento do Estado, contudo, com as negciações a acontecerem entre os três partidos, vários membros do Governo têm vindo a público dizer que o executivo está disponível para continuar a negociar até à votação final.

Com o Bloco de Esquerda e o PCP em posição de força, o Governo multiplica-se em entrevistas para repetir que há uma porta aberta.

"O processo negocial é longo, não é curto. Do nosso lado, essa disponibilidade existe até ao fim. Quanto à nossa disponibilidade, ela existe, tal como existiu no passado", diz o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.

"Há um caminho a fazer para o qual estamos absolutamente disponíveis. Se existe caminho a fazer, cá estamos para o poder fazer", diz a Ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

Em silêncio, encontra-se o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português, depois de concordarem que, como está, o Orçamento é chumbado.

"Quando dizem que olhamos para o Orçamento e dizem que como está não o viabilizam, é preciso ter em perspetiva não só que este orçamento tem um sentido geral, mas que também tem aspetos específicos que inscrevem matérias que estão também nos programas políticos destes partidos", continua Duarte Cordeiro.

"Não me parece que se possa dizer sobre este Orçamento que ele não responde aquelas que são as prioridades que os partidos, repetidamente e no espaço público, têm referido como sendo as suas prioridades", acrescenta Mariana Vieira da Silva.

O reforço do Serviço Nacional de Saúde é uma das principais bandeiras do PCP e do Bloco de Esquerda, que querem mais investimento e fixação profissionais, e é na Saúde que o Governo usa da memória para relembrar os tempos em que havia entendimento entre os três partidos.

"Aprovámos a Lei de Bases da Saúde com os partidos à nossa Esquerda e queremos, e acreditamos, que o desenvolvimento da Lei de Bases deverá ser feito também com os partidos que viabilizaram a Lei de Bases da Saúde, é essa a nossa expectativa e é para isso que estamos a trabalhar", diz o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares.

A porta das negociações não é a única que está aberta, pois a de um chumbo do Orçamento e de uma crise política também parece estar.

Esta sexta-feira, o Presidente da República vai receber os partidos e tentar tentar aproximar posições.

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