Orçamento do Estado

OE 2022: António Costa diz que chumbo seria irracional 

Primeiro-ministro continua otimista quanto à aprovação.  

O primeiro-ministro diz que o chumbo do Orçamento do Estado seria irracional.

"Num quadro destes, que sentido é que faz, depois do drama [da pandemia da covid-19] que andámos a viver, criar agora um novo drama? Depois da crise [económica provocada pela pandemia] que tivemos, criar agora uma crise política? Eu não vejo que haja a menor racionalidade. Acho que ninguém compreende. Se fizerem uma sondagem aos portugueses a perguntar se alguém deseja uma crise política, se alguém compreende que haja hoje uma crise política, a resposta que toda a gente dirá é «não»", disse o chefe de Governo.

Em declarações aos jornalistas, em Bruxelas, António Costa mostra que continua otimista em relação à aprovação do documento.

"Nós vamos fazer tudo o que esteja ao nosso alcance para obter um acordo. Agora, um acordo não se obtém a qualquer preço, porque o preço não é pago do meu bolso, é pago pelo bolso do conjunto dos portugueses, da atual geração, das novas gerações e do futuro do país", declarou, numa conferência de imprensa após participar numa cimeira de líderes da UE.

Esquerda ainda não vê razões para viabilizar documento

O impasse na viabilização do Orçamento do Estado para 2022 tem este fim de semana as reuniões decisivas.

No sábado, PCP e Bloco de Esquerda voltam para uma última ronda negocial com o Governo. No domingo, decidem internamente se mantêm o sentido de voto contra o documento.

Nas últimas horas, os dois partidos mantêm que o que o Executivo se mostrou disponível para alterar não chega.

A troca de comentários sobre as negociações chegou até às redes sociais.

Carlos César escreve que o Bloco de Esquerda e o PCP querem derrubar o Governo. No Facebook, falou de uma postura política de incompreensão e de arrogância, e diz que Portugal "não é um negócio entre partidos".

João Ferreira deixa recados ao Governo e diz que está nas mãos do PS a aprovação do Orçamento do Estado para 2022. Numa publicação no Twitter, o comunista lembra o que aconteceu em 2015 nas eleições legislativas, com a formação da Geringonça, e escreve que o PS só não formava Governo se não quisesse.

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