Orçamento do Estado

OE 2023: "Cenário de menor crescimento e maior inflação tem de continuar em cima da mesa"

Opinião

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José Gomes Ferreira, em análise na SIC Notícias, considera que o Governo "continua a navegar à vista e a não fazer planos estratégicos".

O Governo projeta para o próximo ano um crescimento de 1,3%, um défice de 0,9% e uma inflação de 4%, assistindo-se também a uma redução da dívida para 110,8% do Produto Interno Bruto (PIB), avançou esta sexta-feira o jornal Público.

José Gomes Ferreira defende que este cenário macroeconómico deveria ter vindo mais cedo, no entanto ressalva que ainda não são dados oficiais, mas sim avançados pela comunicação social.

"Oficialmente no momento em que estamos (...) a verdade é que não foi dado aos parceiros sociais um quadro de previsão em relação ao que se vai passar."

A inflação esperada para o próximo ano é um "desejo", porque "não vai ser, vai ser muito mais", afirma Gomes Ferreira, porém "faz parte da gestão política de expectativas".

Quanto ao crescimento, é "muito mais realista e expectável, mas é uma variável que o Governo não controla". Existem alguns fatores de risco como, a guerra ou a cotação do brent, que podem influenciar. Para além de que "basta a Alemanha ter uma recessão, e o que acontece a Portugal? Tem um recessão", diz.

Marcelo já acordou "para a necessidade de um plano estratégico para o país nos próximos anos", "para a urgência disso acontecer e de todos saberem com o que contam", mas o Governo "continua a navegar à vista e a não fazer planos estratégicos".

Em cima da mesa, considera José Gomes Ferreira, tem de continuar um "cenário de menor crescimento e maior inflação". O Orçamento do Estado para 2023 será entregue no Parlamento na próxima segunda-feira.

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