Presidência da UE

Cimeira Social do Porto. Macron diz que debate sobre fundo da UE deve ser feito no "tempo certo"

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O Presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu hoje que as discussões sobre o valor global do fundo de recuperação da União Europeia (UE) devem ser feitas "com método e no tempo certo".

O Presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu este sábado que as discussões sobre o valor global do fundo de recuperação da União Europeia (UE) devem ser feitas "com método e no tempo certo".

"Temos de fazer as coisas com método e o primeiro-ministro António Costa tem razão em dizer que é preciso fazê-las na ordem certa", afirmou Macron numa conferência de imprensa após o Conselho Europeu informal, no Palácio de Cristal, no Porto, aludindo a declarações de sexta-feira do primeiro-ministro português.

Neste momento, sustentou o Presidente francês, a prioridade é a aprovação pelos governos dos programas nacionais de recuperação e resiliência e a ratificação da decisão dos recursos próprios, afirmou.

"Para que, desta forma, a Comissão Europeia possa examinar os programas o mais rapidamente possível e possamos avançar no Verão para aquilo que será uma revolução histórica", sublinhou Macron.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro português desaconselhou a reabertura de discussões sobre o valor global do fundo de recuperação da UE, contrapondo que as prioridades são a ratificação do aumento dos recursos próprios e a conclusão dos planos nacionais.

António Costa defendeu esta posição numa conferência de imprensa conjunta com os presidentes da Comissão, Ursula von der Leyen, e do Parlamento Europeu, David Sassoli, depois de confrontado com o facto de o Presidente de França, Emmanuel Macron, ter considerado que o valor global deste fundo acordado em julho do ano passado está ultrapassado face à maior gravidade da crise provocada pela covid-19.

Sem se referir diretamente à tese do chefe de Estado francês, o primeiro-ministro português apontou que "o próprio fundo de recuperação e resiliência tem uma primeira parte de 70% definitivamente alocado com base nos resultados da quebra do Produto Interno Bruto (PIB) em meados de 2020".

"Mas prevê também uma revisão em 2022 em função do PIB final do ano passado e de 2021 para alocação final dos 30% que terão de ser rebalanceados entre os diferentes países, tendo em conta o impacto efetivo da crise", observou.

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