A Air France-KLM já formalizou o interesse na compra da TAP. A SIC sabe que o grupo de aviação entregou esta terça-feira à Parpública, a gestora das participações do Estado em empresas públicas, a manifestação de interesse para participar no processo de privatização da companhia portuguesa.
Fonte oficial da Air France-KLM diz à SIC que, uma vez mais, fica demonstrado o interesse do grupo neste processo e que aguardam com expectativa os próximos passos.
Há cerca de duas semanas, o grupo de aviação franco-neerlandês já tinha dito que estava para breve a formalização da manifestação de interesse na compra da TAP.
Os interessados na compra da transportadora portuguesa têm até às 16:59 dia 22 de novembro (hora de Portugal continental) para submeter a declaração de manifestação de interesse e de cumprimento dos critérios de admissão junto da Parpública.
Quem pode apresentar candidaturas?
Podem apresentar candidaturas operadores nacionais ou estrangeiros, individualmente ou em consórcio, desde que cumpram os critérios definidos, incluindo receitas superiores a 5.000 milhões de euros em pelo menos um dos últimos três anos e experiência comprovada no setor da aviação.
As propostas serão avaliadas também pelo reforço da frota, investimento em manutenção e engenharia, aposta em combustíveis sustentáveis, respeito pelos compromissos laborais e visão quanto a um eventual reforço da posição acionista, de acordo com o caderno de encargos publicado recentemente.
Como o Governo anunciou em julho, a privatização da TAP - que inclui também a Portugália, a Unidade de Cuidados de Saúde TAP, a Cateringpor e a SPdH (ex-Groundforce) - deverá decorrer ao longo de cerca de um ano, embora o calendário final dependa de autorizações regulatórias.
Além da Air France-KLM, já manifestaram publicamente interesse na corrida o grupo alemão Lufthansa e o International Airlines Group (IAG), dono da British Airways e da Iberia.
Buscas na TAP por suspeita de crimes na privatização da companhia
No mesmo dia em que a Air France-KLM formalizou o interesse em comprar a TAP, uma equipa do Ministério Público, apoiada por dezenas de inspetores da Polícia Judiciária e juízes do Tribunal Central, realizou buscas na companhia aérea por suspeitas de crimes no processo de privatização da companhia aérea portuguesa em 2015.
Em causa está a suspeita de crimes como oferta e recebimento indevido de vantagem, burla qualificada e participação económica em negócio.
Além da companhia aérea, também as instalações da Parpública e do Grupo Barraqueiro foram alvo da PJ.
Das buscas levadas a cabo resultaram, apurou a SIC, quatro arguidos, duas pessoas e duas empresas.

