TAP: o futuro e as polémicas

Quem são os quatro arguidos na investigação sobre a privatização da TAP?

Há quatro arguidos na investigação sobre a venda da TAP em 2015: Humberto Pedrosa, o seu filho e duas empresas. Três das maiores sociedades de advogados do país também foram alvo de buscas da Polícia Judiciária (PJ).

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De acordo com as contas do processo, o prejuízo para a TAP foi de 444 milhões de euros. Humberto Pedrosa e o filho, David Pedrosa, são suspeitos de fraude fiscal qualificada e fraude à Segurança Social. Além da TAP, o grupo Barraqueiro e três das maiores sociedades de advogados do país foram alvo de buscas.

Segundo o jornal Público, na PMLJ e na Quatre Casas a operação recaiu sobre um advogado que esteve nos dois escritórios com o mesmo cliente, David Neeleman, que está fora do país.

Há ainda o escritório Vieira de Almeida, que trabalhou com a Parpública, a empresa do Estado que detinha os 61% vendidos a Humberto Pedrosa e Neeleman.

A privatização foi feita em 2015, no segundo e muito curto Governo de Passos Coelho, quando o atual ministro das Infraestruturas era secretário de Estado.

Neeleman e Pedrosa terão comprado a TAP com dinheiro da própria TAP. A denúncia partiu de Pedro Nuno Santos em 2022. Um ano depois, o Governo de António Costa enviou para o Ministério Público uma auditoria com a suspeita.

Nesse documento ficava claro que a companhia aérea teria comprado os 53 aviões por valores muito superiores aos de mercado.