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Portugal efetua "boa farmacovigilância" das vacinas contra a covid-19, diz Graça Freitas

MIGUEL A. LOPES

Em Portugal não foram reportados casos fatais relacionados com administração das vacinas contra a covid-19.

A diretora-geral da Saúde afirmou esta quinta-feira que as autoridades nacionais efetuam uma "boa farmacovigilância" das vacinas contra a covid-19 e que, em Portugal, não foram reportados casos fatais relacionados com administração desses fármacos.

"Nós fazemos uma boa farmacovigilância destas vacinas. O que não aconteceu em Portugal, pelo menos até à data, foi uma situação fatal relacionada com estes eventos" já reportados, afirmou Graça Freitas.

A responsável da DGS falava numa conferência de imprensa conjunta com a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) e a `task-force´ que coordena o plano de vacinação, onde foi anunciado que as autoridades de saúde portuguesas recomendam a administração da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 em pessoas acima dos 60 anos de idade.

Segundo o presidente do Infarmed, foram reportadas "apenas duas situações", uma relacionada com a vacina da AstraZeneca e outro com uma outra vacina, que não especificou.

"Sem entrar em detalhes, posso dizer que estas situações foram pouco diferentes daquelas que estão referenciadas", disse Rui Ivo.

Graça Freitas adiantou ainda que Portugal tem vacinas suficientes para que seja possível readaptar o plano de vacinação "sem perder a capacidade de vacinar" que está prevista.

Vários países já decidiram traçar limites e não administrar a vacina da AstraZeneca abaixo de certas idades por uma questão de segurança: 30 anos no Reino Unido, 55 anos em França, Bélgica e Canadá, 60 anos na Alemanha, Itália e nos Países Baixos ou 65 anos na Suécia e na Finlândia.

Já esta quinta-feira, a Austrália e as Filipinas juntaram-se à lista de países que estão a suspender a administração da vacina contra a doença covid-19 da AstraZeneca à população mais jovem, devido a preocupações relativamente à formação de coágulos sanguíneos.

Na quarta-feira, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) indicou uma "possível ligação" entre a vacina da farmacêutica AstraZeneca e "casos muito raros" de formação de coágulos sanguíneos, mas insistiu nos benefícios do fármaco face aos riscos de efeitos secundários, dada a gravidade da pandemia.

No mesmo dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que essa ligação é "plausível, mas não confirmada", considerando que são necessários estudos especializados.

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