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As imagens da destruição após a passagem da depressão Kristin na Figueira da Foz

A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal. Na Figueira da Foz, várias casas ficaram danificadas, assim como 800 painéis solares, um armazém, postos de distribuição de água, estações de tratamento e outros equipamentos.

Nove pessoas de quatro famílias, residentes no município da Figueira da Foz, ficaram desalojadas devido à depressão Kristin e vão ser alojadas pela Câmara Municipal. Na mesma cidade, cerca de 800 painéis solares ficaram destruídos numa empresa de resinas.

Os nove desalojados pertencem a quatro agregados familiares, um da freguesia de Alqueidão, na margem esquerda do Mondego, dois da freguesia urbana de São Julião, que coincide com os limites daquela cidade litoral do distrito de Coimbra, e outro da freguesia de Buarcos.

Fonte da divisão municipal de Ação Social e Saúde esclareceu à agência Lusa que, dos nove desalojados, pelo menos cinco são cidadãos estrangeiros, oriundos do Brasil e Sri Lanka.

"As pessoas ficaram desalojadas porque o telhado das suas casas desapareceu. Algumas ficaram em muito mau estado e foram mesmo interditadas pela Proteção Civil, por não reunirem condições de segurança", revelou a mesma fonte.

Já em relação aos painéis solares, cerca de 800 (80% de um parque fotovoltaico) de uma empresa de derivados de resina foram destruídos pela passagem da depressão Kristin, que afetou ainda um armazém, mas não a unidade fabril.

A United Resins, empresa localizada no parque industrial da Gala, na margem esquerda do Mondego, possui um parque fotovoltaico com 1.000 painéis solares, colocados numa estrutura térrea de betão, dos quais 80% foram afetados, disse à Lusa o administrador Mendes Ferreira.

A empresa produz derivados de resina do pinheiro para tintas de impressão e de marcação de estradas, adesivos e pastilhas elásticas.

A força do vento destruiu ainda "metade da fachada oeste do edifício de armazém" da unidade fabril, onde são guardados produtos acabados, cujo espaço de armazenamento ficou reduzido em cerca de 40%, adiantou.

Outros danos no concelho da Figueira da Foz pela passagem da depressão Kristin dizem respeito à concessionária de águas e saneamento Águas da Figueira, que, segundo o diretor-geral, João Damasceno, tem mais de 20 postos de distribuição de água, estações de tratamento e outros equipamentos sem energia, todos a funcionar com recurso a geradores.

Com Lusa.