Passaram quase 48 horas da noite mais intensa da tempestade, mas só agora começa a perceber-se a real dimensão dos estragos. Numa aldeia de Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, uma jovem estava a filmar a intempérie no quarto quando, de repente, a casa voou.
A jovem de 25 anos vivia sozinha numa casa modular na aldeia de Pero Negro, em Sobral de Monte Agraço, zona onde existiam várias outras casas pré-fabricadas. Nenhuma escapou intacta.
No total, nove pessoas ficaram sem casa e três sofreram ferimentos ligeiros. Garantem que, do município, receberam uma resposta pronta e ajuda necessária, mas não escondem a angústia de terem de recomeçar a vida do zero.
Danos da depressão Kristin
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
