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Trump quer maior controlo de armas mas sem esquecer uma "necessária" reforma migratória

Chris Kleponis / POOL

O Presidente norte-americano acusou também os media de "contribuírem largamente" na propagação de "notícias falsas" e "da ira e da raiva" no país.

O Presidente norte-americano exortou hoje os congressistas Republicanos e Democratas a aprovarem regras mais restritivas de verificação de antecedentes de quem queira comprar armas de fogo, sugerindo, porém, que tais medidas devem estar ligadas a uma reforma migratória.

As declarações de Donald Trump surgem depois de um fim de semana marcado por dois tiroteios nos Estados Unidos, em El Paso (Texas) e em Dayton (Ohio), que fizeram um total de 29 mortos e mais de 50 feridos.

"Não podemos deixar que aqueles que morreram em El Paso, no Texas, e Dayton, no Ohio, tenham morrido em vão", escreveu o chefe de Estado norte-americano na rede social Twitter, acrescentando: "Da mesma forma para aqueles que ficaram gravemente feridos. Nunca os poderemos esquecer e a todos os que vieram antes deles".

Ainda nas mensagens publicadas no Twitter, Donald Trump dirigiu palavras diretas aos representantes Republicanos e Democratas no Congresso.

"Os Republicanos e os Democratas têm de se unir e obter verificações de antecedentes mais fortes, talvez alinhando tais medidas legislativas a uma reforma migratória tão necessária", declarou o Presidente norte-americano.

"Qualquer coisa positiva, até mesmo grande, deve resultar destes eventos trágicos", escreveu ainda Trump, mas sem especificar que tipo de medidas legislativas poderia eventualmente apoiar.

A Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso norte-americano, atualmente controlada pelos Democratas) aprovou um projeto-lei sobre o controlo de armas que inclui alterações no sistema de verificação de antecedentes dos compradores e utilizadores de armas nos Estados Unidos, mas o texto está parado no Senado (câmara alta do Congresso, controlada pelo Partido Republicano).

Ainda no Twitter, Trump acusou os media de "contribuírem largamente" na propagação de "notícias falsas" e "da ira e da raiva" nos Estados Unidos.

"Os media têm uma grande responsabilidade em relação às vidas e à segurança no nosso país. As fake news têm contribuído largamente para a ira e para a raiva que se têm desenvolvido ao longo de muitos anos", disse o Presidente norte-americano.

No sábado em El Passo, uma cidade maioritariamente hispânica localizada perto da fronteira com o México, um homem de 21 anos abriu fogo num centro comercial, matando 20 pessoas e ferindo outras 26.

As autoridades detiveram o homem no local do tiroteio.

Cerca de 13 horas depois, na cidade de Dayton, outro homem, de 24 anos, matou nove pessoas e feriu outras 27, incluindo a sua própria irmã.

O atirador seria morto no local pela polícia cerca de um minuto depois de ter começado a disparar.

Lusa