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Pandemia obriga a cancelar cerimónia dos Nobel

Medalha do Nobel da Literatura, atribuída a John Galsworthy em 1933

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É a segunda vez na história.

Pela primeira vez desde a II Guerra Mundial, a cerimónia ao vivo de entrega dos Prémios Nobel foi anulada. A entrega no Nobel da Paz mantém-se mas num formato mais reduzido.

A entrega dos prémios estava marcada para dia 10 de dezembro em Estocolmo, data que assinala o aniversário da morte de Alfred Nobel, onde são entregues quase todos os galardões: da medicina, da física, da química, da economia e da literatura.

A cerimónia de entrega do Nobel da Paz - a única que se realiza em Oslo, na Noruega - vai manter-se, mas num formato encurtado.

Os vencedores só serão conhecidos em outubro. Vão receber o Nobel nos países de origem, através de entidades como embaixadas ou universidades.

O Prémio Nobel consiste numa edalha de ouro, um diploma e 9 milhões de coroas suecas, o equivalente a 865.000 euros.

Mais de 965 mil mortos e 31,3 milhões de infetados em todo mundo

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 965.760 pessoas e mais de 31.374.240 foram infetadas em 196 países e territórios desde o início da epidemia de covid-19, em dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da agência AFP hoje às 11:00 TMG (12:00 em Lisboa).

Pelo menos 21.338.900 pessoas já foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

A AFP adverte que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que alguns países estão a testar apenas casos graves, outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento e muitos países pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.

Na segunda-feira foram registadas 4.188 novas mortes e 265.437 novos casos em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de novas mortes são a Índia (1.053), Argentina (429) e Brasil (377).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 199.890 mortes para 6.858.130 casos, de acordo com um balanço da Universidade Johns Hopkins. Pelo menos 2.615.949 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 137.272 mortes e 4.558.068 casos, Índia com 88.935 mortes (5.562.663 casos), México com 73.697 mortes (700.580 casos) e Reino Unido com 41.788 mortes (398.625 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 95 óbitos por 100.000 habitantes, seguido da Bélgica (86), Espanha (66), Bolívia (66) e Brasil (65).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 85.297 casos (seis novos entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes (nenhuma nova) e 80.497 recuperações.

A América Latina e as Caraíbas totalizaram 325.373 mortes e 8.801.752 casos, a Europa 226.237 mortes (4.934.210 casos), Estados Unidos e Canadá 209.148 mortes (7.002.792 casos), Ásia 127.220 mortes (7.366.056 casos), Médio Oriente 42.781 mortes (1.822.812 casos), África 34.076 mortes (1.415.448 casos) e Oceânia 925 mortes (31.179 casos).

Portugal com mais 5 mortes e 463 casos de covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta terça-feira a existência de um total de 1.925 mortes e 69.663 casos de covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de mortes subiu de 1.920 para 1.925 , mais 5 do que no domingo. O número de infetados aumentou de 69.200 para 69.663, mais 463.

Nas últimas 24 horas registaram-se mais 28 internamentos, aumentando para 546 o número de pessoas com covid-19 internadas nos hospitais, enquanto foi registado um aumento de 9 utentes nos cuidados intensivos, num total de 70.

De ontem para hoje recuperaram 238 doentes, pelo que 45.974 pessoas já superaram a infeção desde o início da pandemia em Portugal.

Em vigilância estão 40.418 contactos, menos 47 em relação a segunda-feira.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global