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Covid-19. Há 11 vacinas na última fase de testes

Os projetos mais avançados são da Pfizer, da Moderna, da Jonhson & Jonhson e da AstraZeneca.

A empresa norte americana Novavax vai avançar no Reino Unido para os últimos testes clínicos da vacina contra a covid-19 em 10 mil participantes entre os 18 e os 84 anos. A empresa de biotecnologia justifica a escolha do país devido ao elevado nível de transmissão atual e à facilidade de recrutamento.

Esta é a 11.ª vacina no mundo a entrar na última fase de testes clínicos. Os projetos mais avançados são da Pfizer, que abrange 44 mil pessoas, da Moderna, da Jonhson & Jonhson, com 60 mil participantes, e da AstraZeneca com a Universidade de Oxford.

Pfizer e BioNTech

A Pfizer, em colaboração com alemã BioNTech, acredita que em outubro terá resultados definitivos e que a Food and Drug Administration, a autoridade norte-americana reguladora do medicamento, poderá conceder uma autorização de utilização de emergência sem que estejam verificados todos os requisitos.

Moderna

A Moderna garante que até novembro terá a vacina aprovada. Esta farmacêutica utiliza uma abordagem diferente da maioria, apostando na redefinição da biologia das células. É encarada com algum ceticismo pelos investigadores e entrou na última fase de testes em julho.

Johnson & Jonhson

Já a vacina da farmacêutica Jessen, da Johnson & Jonhson, destaca-se por ser dose única. Está na última fase de testes em oito países, incluindo Estados Unidos, Brasil e Africa do Sul.

AstraZeneca

A AstraZeneca que seguia no bom caminho teve um revés recentemente, vendo-se obrigada a suspender os testes depois de reações adversas num dos participantes. Retomou, entretanto, os ensaios clínicos e continua otimista quanto aos resultados. Já tem 300 milhões de doses encomendadas pela União Europeia. Portugal terá direito a 6,9 milhões de doses.

CoronaVac e Sputnik V

Da China chega agora o anúncio da comercialização de uma vacina já a partir de 2021. O país saltou a última fase de testes, administrou o medicamento em inúmeros voluntários e garante estar já a embalar as primeiras doses da vacina. Mas com regulamentos apertados dos EUA, União Europeia, Japão e Austrália será improvável a aceitação desta vacina

Junta-se a esta outra vacina pouco credível para a comunidade científica: a Sputnik V, russa, cuja eficácia e segurança têm sido questionadas.

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