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Primeira tripulação chinesa parte para a Harmonia Celestial na quinta-feira

Maqueta da Tiangong - Palácio Celestial

Tingshu Wang / Reuters

Primeiro módulo habitável da futura estação espacial chinesa denominada Palácio Celestial.

A primeira tripulação composta por três astronautas chineses vai partir a 17 de junho para uma missão de três meses no primeiro módulo já construído da nova estação espacial da China, ainda em construção.

A cápsula Shenzhou 12, que transporta a tripulação, vai ser lançada pelo foguetão Long March 2F a partir da base de Jiuquan, no deserto de Gobi, noroeste da China.

A Tiangong - Palácio Celestial - ainda está em construção, tendo o módulo principal - Tianhe (Harmonia Celestial) - sido lançado a 29 de abril e está agora na órbita terrestre a 350-390 km de altitude.

É neste centro de controlo que os três astronautas vão viver durante três meses, um período recorde para a China - a última missão tripulada chinesa foi no final de 2016 - Shenzhou-11 - que apenas durou 33 dias.

Nesses três meses os três astronautas vão estar ocupados com a manutenção do módulo, instalação de equipamentos, alguns passeios espaciais, preparação das próximas missões de construção e estadias de futuras tripulações.

CSS em inglês, Tiangong em chinês, Palácio Celestial em português

Nomeada em inglês CSS - Chinese Space Station ou Estação Espacial Chinesa -, e em Chinês Tiangong - Palácio Celestial -, quando estiver concluída terá um tamanho semelhante ao da antiga estação soviética Mir (1986-2001). A vida útil é estimada em pelo menos 10 anos.

A missão Shenzhou-12 é o terceiro lançamento dos 11 que serão necessários para a construção da estação entre 2021 e 2022. Desses apenas quatro missões são tripuladas.

Além do Tianhe já instalado, os dois módulos restantes (que serão laboratórios) deverão ser enviados para o espaço durante o próximo ano. Neles serão feitas experiências em biotecnologia, medicina, astronomia ou tecnologias espaciais.

Para já vão três tripulantes homens mas as mulheres também deverão participar nas missões seguintes, segundo o responsável do programa espacial tripulado da Agência Espacial Chinesa, Yang Liwei, o primeiro chinês no espaço em 2003.

As ambições espaciais da China

Nos últimos 17 anos, a China tem apostado no programa espacial para se tornar numa potência mundial na próxima década, a par dos Estados Unidos e da Rússia.

A China, que não participa na Estação Espacial Internacional, enviou no ano passado uma sonda para Marte que entrou na órbita do planeta vermelho em fevereiro deste ano, está a construir a sua própria estação espacial e quer enviar os seus próprios astronautas até à Lua para onde já lançou com uma sonda com sucesso que pousou no lado oculto da Lua.