À conquista de Marte

Três novas imagens de Marte captadas pela sonda chinesa Tianwen-1

Polo norte de Marte

cnsa.gov.cn

Tiradas em alta resolução a 350 quilómetros de altitude.

A Administração Espacial da China divulgou hoje novas imagens de Marte captadas pela sonda Tianwen-1 ("Questões aos Céus") que entrou na órbita do planeta vermelho a 10 de fevereiro.

A primeira missão marciana da China quer investigar sinais de vida e preparar futuras missões tripuladas. Está prevista a colocação de um veículo robotizado na superfície do planeta em maio.

As autoridades divulgaram três fotografias, duas a preto e branco e uma a cores, capturadas com câmaras de alta resolução a bordo da sonda e tiradas de uma distância de entre 330 e 350 quilómetros acima da superfície de Marte, informou a cadeia televisiva estatal CCTV.

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As imagens mostram a superfície do planeta e a sua morfologia, incluindo pequenas crateras, cristas e dunas.

O diâmetro da maior cratera registada nas imagens é de cerca de 620 metros, acrescentou a agência noticiosa oficial estatal Xinhua.

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A ANEC divulgou anteriormente dois vídeos, de pouco menos de um minuto cada, feitos quando a Tianwen-1 entrou na órbita de Marte, após seis meses e meio de viagem desde a Terra.

Réplica do rover Tianwen-1

Réplica do rover Tianwen-1

Tingshu Wang / Reuters

A Tianwen-1, que integra um módulo de pouso e um 'rover', é a primeira missão de exploração da China a Marte e a primeira a combinar viagem, entrada em órbita e descida numa única missão.

A China pode agora tornar-se o terceiro país a aterrar um 'rover' no solo de Marte, décadas depois de os Estados Unidos e da antiga União Soviética.

O módulo planeia pousar em maio próximo em Utopia Planitia, no hemisfério norte de Marte, e descer um veículo para explorar aquela área durante três meses.

O custo da missão está estimado em cerca de 8.000 milhões de dólares (6.596 milhões de euros).

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