Dois dos quatros portugueses acusados de violação em Espanha estão em prisão preventiva. Os outros dois ficaram em liberdade, estando proibidos de contactar com as vítimas, e já regressaram a Portugal. O advogado de defesa insiste que o ato foi consensual e vai recorrer da decisão.
É no centros penitenciário das Astúrias que os dois jovens vão permanecer até ao inícios dos julgamentos ou até que haja uma decisão quanto ao recurso que a defesa vai apresentar. Se a libertação com pagamento de uma fiança for negada, a defesa vai tentar pedir a transferência para uma prisão em Portugal, com apresentação em Espanha sempre que as autoridades o exigirem.
Os dois portugueses acusados de agressão e abuso sexual chegaram ao centro penitenciário ao final da tarde desta segunda-feira, depois de dois dias de interrogatório. A juíza decretou a medida de coação mais gravosa – prisão preventiva – por considera que existe perigo de fuga.
Os quatro jovens são naturais de Braga e estavam de férias em Espanha. Gijon era a última paragem do itinerário. O encontro entre um dos jovens com as duas espanholas terá acontecido junto a um bar. Horas depois, as alegadas vítimas apresentaram queixa na polícia.
A defesa insiste que o ato foi consensual e que há um vídeo que comprovara isso. O advogado entende que não houve violência ou intimidação, mas admite que a haver responsabilidade criminal não será igual para todos.
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