A Nigéria, o país mais populoso de África, detetou os três primeiros casos da variante Ómicron do vírus SARS-CoV-2, causador da covid-19, anunciaram esta quarta-feira as autoridades de saúde locais.
As análises "identificaram e confirmaram os primeiros casos de B.1.1.529 SARS-Cov-2 na Nigéria, agora conhecido como a variante Ómicron", refere em comunicado o responsável do Centro Nigeriano para o Controlo de Doenças (NCDC), Ifedayo Adetifa.
A variante Ómicron está a espalhar-se pelo mundo e a levar vários países a adotar novas medidas restritivas.
Segundo a OMS, "as proibições de viagens não vão impedir a propagação internacional" da variante e "representam um fardo pesado para vidas e meios de subsistência", podendo "ter um impacto adverso nos esforços globais" de luta contra a pandemia, ao "desincentivar os países a reportarem e partilharem dados epidemiológicos e de sequenciamento" genético da nova variante, classificada como variante de preocupação.
A OMS exorta os países a continuarem a seguir "uma abordagem baseada em provas e riscos quando aplicam medidas sobre viagens, de acordo com o regulamento sanitário internacional".
A variante Ómicron, comunicada há cerca de uma semana à OMS pela África do Sul, onde foi inicialmente detetada, já chegou a todos os continentes do mundo - na segunda-feira, Portugal confirmou os primeiros 13 casos.
Apesar das incertezas quanto aos efeitos da nova variante na transmissibilidade da infeção, na severidade da doença e na imunidade, a OMS alertou na segunda-feira para o risco global "muito alto" da Ómicron, pedindo aos Governos que acelerem a vacinação contra a covid-19, em particular das pessoas mais vulneráveis, e reforcem a vigilância.
Numa tentativa de conter a propagação da nova variante, diversos países fecharam fronteiras aos estrangeiros ou suspenderam e restringiram viagens internacionais, em particular para a África Austral, uma decisão condenada pela OMS e pelos países da região.
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