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Von der Leyen destaca "coragem extraordinária" dos galardoados com o Nobel da Paz

Von der Leyen destaca "coragem extraordinária" dos galardoados com o Nobel da Paz
DAVID W CERNY

Os vencedores “mostram o verdadeiro poder da sociedade civil na luta pela democracia”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou hoje a atribuição do Nobel da Paz a um trio de representantes da sociedade civil na Ucrânia, Rússia e Bielorrússia, destacando “a coragem extraordinária” dos galardoados.

Numa mensagem divulgada através da rede social Twitter, Von der Leyen considerou que o Comité Nobel norueguês “reconheceu a coragem extraordinária das mulheres e dos homens que se levantam contra a autocracia”, acrescentando que os galardoados “mostram o verdadeiro poder da sociedade civil na luta pela democracia”.

O Prémio Nobel da Paz 2022 foi hoje atribuído a Ales Bialiatski, da Bielorrússia, e às organizações de defesa dos direitos humanos Memorial, da Rússia, e Centro de Liberdades Civis, da Ucrânia, anunciou o Comité Nobel norueguês, em Oslo.

Os laureados são provenientes de três países em foco devido à guerra na Ucrânia, iniciada pela Rússia em 24 de fevereiro deste ano, com o apoio da Bielorrússia, um país aliado de Moscovo.

Ao anunciar o prémio, a presidente do Comité Nobel norueguês, Berit Reiss-Andersen, disse que os laureados representam a sociedade civil nos três países.

“Há muitos anos que promovem o direito de criticar o poder e proteger os direitos fundamentais dos cidadãos. Têm feito um esforço notável para documentar crimes de guerra, abusos dos direitos humanos e abuso de poder”, disse.

“Juntos, demonstram o significado da sociedade civil para a paz e a democracia”, acrescentou Reiss-Andersen.


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Ales Bialiatski, 60 anos, atualmente preso na Bielorrússia, fundou a organização Viasna (Primavera) em 1996, para ajudar presos políticos e as suas famílias, na sequência da repressão do regime do Presidente Alexander Lukashenko.

A organização russa Memorial foi criada em 1987, para investigar e registar crimes cometidos pelo regime soviético, mas tem denunciado violações de direitos humanos na Rússia.

A Memorial foi encerrada por um tribunal russo no início deste ano.

O Centro para Liberdades Civis foi criado em Kiev, em 2007, para fazer avançar os direitos humanos e a democracia na Ucrânia.

“Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, o Centro para Liberdades Civis empenhou-se em identificar e documentar crimes de guerra russos contra a população ucraniana. O centro está desempenhando no papel pioneiro de responsabilização dos culpados pelos seus crimes”, escreve o Comité Nobel.

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