Membros do Congresso norte-americano pertencentes ao Partido Democrata divulgaram mais de uma dezena de novas fotografias privadas de Jeffrey Epstein, o magnata norte-americano acusado de crimes de exploração sexual de várias mulheres e meninas menores de idade.
São 19 as imagens e foram partilhadas esta sexta-feira. Em três delas, aparece o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Numa das imagens, a preto e branco, Trump é visto rodeado de mulheres. Noutra, Trump surge ao lado de uma outra mulher. As caras das mulheres foram ocultadas, para proteger as identidades destas. Numa terceira foto, é com o próprio Jeffrey Epstein que Donald Trump aparece.
Existe também uma imagem na qual surgem embalagens de preservativos com a cara de Trump e onde aparece a frase “I’m Huuuuge!” (“Sou enoooorme”).
Há ainda fotos com o antigo presidente democrata Bill Clinton, o ex-assessor de Trump Steve Bannon, o antigo secretário do Tesouro Larry Summers e o fundadador da Microsoft Bill Gates.
Não é explicitado quando nem onde foram tiradas as fotografias em causa.
Imagens "perturbadoras"
De acordo com os congressistas democratas, as imagens são “perturbadoras” e mostram “homens ricos e poderosos que passaram tempo com Jeffrey Epstein" e “mulheres nas propriedades de Epstein”. Surgem depois de, na última semana, terem sido divulgadas fotos da ilha privada de Epstein.
“Não descansaremos até que o povo americano saiba a verdade. O Departamento de Justiça deve divulgar todos os arquivos agora”, declarou Robert Garcia, representante democrata na comissão política que está a investigar o caso.
Trump tem estado sob pressão para a divulgar todos os documentos em sua posse sobre Jeffrey Epstein – sobretudo depois de ele próprio ter sido ligado ao magnata -, na sequência da aprovação pelo Congresso, em meados de novembro, de uma decisão nesse sentido. A administração Trump tem até 19 de dezembro para fazê-lo. No entanto, o presidente tem-se referido ao caso como “uma farsa montada pela oposição democrática”.
Recorde-se que Jeffrey Epstein foi encontrado morto, em 2019, dentro da própria cela, quando estava preso a aguardar o julgamento pelos crimes sexuais. O caso foi tratado como suicídio.

