EUA

Trump envia "Czar das Fronteiras" para gerir operações do ICE no Minnesota

Tom Homan foi diretor interino da Agência de Imigração e Alfândega dos EUA, o ICE, entre janeiro de 2017 e junho de 2018, e também trabalhou na área de controlo de fronteiras durante a presidência de Obama. Terá também a missão de falar com o governador do Estado que Trump tem acusado de ter culpa na morte de dois norte-americanos, alvos das balas dos agentes do ICE.

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Donald Trump mandou investigar a morte de Alex Pretti, em Minneapolis, por um agente da imigração. O Presidente admitiu mesmo retirar os agentes da cidade, mais tarde anunciou que vai enviar um homem que ficará responsável pela gestão das operações do ICE no Minnesota e que é conhecido como "Czar das Fronteiras".

A decisão foi anunciada na rede social Truth Social. Donald Trump decide enviar Tom Homan para o Estado do Minnesota.

Tom Homan foi diretor interino da Agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, o ICE, entre janeiro de 2017 e junho de 2018, e também trabalhou na área de controlo de fronteiras durante a presidência de Barack Obama.

Chamam-lhe o "Czar das Fronteiras" e terá também a missão de falar com o governador do Estado que Trump tem acusado de ter culpa na morte de dois cidadãos norte-americanos, alvos das balas dos agentes do ICE.

Trump e o governador Tim Walz falaram, esta segunda-feira à tarde, ao telefone. O Presidente norte-americano diz que foi "um bom telefonema".

A porta-voz da Casa Branca explica que Tom Homan "vai gerir as operações do ICE no terreno, no Minnesota, para continuar a prender os piores criminosos estrangeiros ilegais".

O que Karoline Leavitt não disse foi se Gregory Bovino, comandante da polícia de fronteira, vai continuar em Minneapolis quando Tom Homan chegar.

Os protestos alastram. O grito da luta é para que os agentes do ICE saiam do Estado.

Bill Clinton e Barack Obama já apelaram aos norte-americanos para denunciar os abusos dos agentes do ICE.

O líder da minoria democrata no Senado anunciou que o partido vai bloquear a atribuição de fundos federais adicionais para o Departamento de Segurança Nacional, que tutela os serviços de imigração dos Estados Unidos.

A decisão abre a possibilidade do país enfrentar um novo congelamento do orçamento federal a partir de 31 de janeiro, depois de ter vivido, entre outubro e novembro do ano passado, o 'shutdown' mais longo da história norte-americana.