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Canil de Santo Tirso. Ministro diz que não foram detetadas falhas à atuação das autoridades

MAI abre inquérito à atuação da GNR e Proteção Civil no incêndio em canis de Santo Tirso.

O Ministro da Administração Interna esclareceu esta segunda-feira que o inquérito aberto à atuação da GNR e da Proteção Civil no incêndio em canis de Santo Tirso tem de servir para retirar conclusões.

No entanto, Eduardo Cabrita garante que não foram detetadas falhas na atuação das autoridades. Questionado sobre se a questão de propriedade privada dos dois canis pode justificar a interdição para salvamento dos animais, Eduardo Cabrita escusou-se a adiantar informação, remetendo para a posição "factual" que foi comunicada pelas autoridades no terreno, designadamente por parte da GNR.

"Com plena confiança no sistema de Proteção Civil, face a uma matéria que tem relevância pública, há que apurar, ouvindo todos aqueles que sejam relevantes sobre as condições que se verificaram", adiantou o governante.

ABRIGOS DE ANIMAIS ERAM ILEGAIS

Os dois abrigos de Santo Tirso eram ilegais e já tinham sido alvo de "contraordenações e vistorias" de "várias entidades fiscalizadoras", revelou hoje o Ministério da Agricultura.

"Os dois abrigos não têm qualquer registo na DGAV [Direção Geral de Alimentação e Veterinária] , conforme dispõe o decreto-lei 276/2001", diz a tutela, numa nota de imprensa, relativamente aos abrigos em Santo Tirso, no distrito do Porto, onde morreram 54 animais e 190 foram recolhidos.

O Ministério, que está e vai "acompanhar a situação" para "apuramento dos factos", alerta que a DGAV "tem acompanhado vistorias conjuntas" ao local onde antes do incêndio deste fim de semana já tinha "decorrido a instrução de vários processos de contraordenação instaurados pelas várias entidades fiscalizadoras".