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MAI abre inquérito à atuação da GNR e Proteção Civil no incêndio em canis de Santo Tirso

Ministério quer apurar eventuais responsabilidades.

O Ministério da Administração Interna abriu esta segunda-feira um inquérito à atuação da GNR e da Proteção Civil no incêndio que atingiu dois abrigos de animais no concelho de Santo Tirso.

Num comunicado enviado às redações, o Ministério revela que "foram pedidos esclarecimentos à GNR e à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que foram prestados".

De acordo com o relato de vários populares, os militares da GNR impediram o salvamento de dezenas de animais, que acabaram carbonizados no incêndio. No total, morreram 54 animais, 52 cães e dois gatos, avançou a Câmara de Santo Tirso.

No seguimento das notícias difundidas, o MAI determinou à Inspetora-Geral da Administração Interna a abertura de um "inquérito aos factos reportados visando apurar eventuais responsabilidades".

Abrigos de animais eram ilegais

Os dois abrigos de Santo Tirso eram ilegais e já tinham sido alvo de "contraordenações e vistorias" de "várias entidades fiscalizadoras", revelou hoje o Ministério da Agricultura.

"Os dois abrigos não têm qualquer registo na DGAV [Direção Geral de Alimentação e Veterinária] , conforme dispõe o decreto-lei 276/2001", diz a tutela, numa nota de imprensa, relativamente aos abrigos em Santo Tirso, no distrito do Porto, onde morreram 54 animais e 190 foram recolhidos.

O Ministério, que está e vai "acompanhar a situação" para "apuramento dos factos", alerta que a DGAV "tem acompanhado vistorias conjuntas" ao local onde antes do incêndio deste fim de semana já tinha "decorrido a instrução de vários processos de contraordenação instaurados pelas várias entidades fiscalizadoras".

O momento em que o abrigo de Santo Tirso foi consumido pelo fogo