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António Joaquim condenado a 25 anos pela morte do triatleta Luís Grilo

JOSÉ SENA GOULÃO

A decisão foi revertida.

O Tribunal da Relação de Lisboa reverteu a decisão do Tribunal de Loures e condenou António Joaquim a 25 anos de prisão por coautoria do homicídio do triatleta Luís Grilo.

A decisão, que teve como relatores o juiz desembargador José Adriano e o juiz adjunto Vieira Lamin, alterou assim a matéria de facto, dando razão ao recurso apresentado pelo Ministério Público que contestou a absolvição de António Joaquim.

O acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, citado pela Lusa, condena o arguido António Joaquim a "um crime de homicídio qualificado e agravado, em coautoria com a arguida Rosa Grilo", a uma pena de 24 anos, condenando-o ainda de um crime de profanação de cadáver a uma pena de 1 ano e 10 meses de prisão.

Em março, António Joaquim tinha sido absolvido de envolvimento no crime por falta de provas.

A Relação manteve a pena de Rosa Grilo, a mulher do triatleta, que tinha sido condenada pelo Tribunal de Loures à pena máxima de 25 anos.

A CONDENAÇÃO

Em março, o tribunal de júri condenou Rosa Grilo a 24 anos de prisão pelo homicídio qualificado na forma consumada do marido, a um ano e 10 meses de prisão por profanação do cadáver e a 18 meses de prisão por detenção de arma proibida, o que, em cúmulo jurídico, resultou na pena máxima de 25 anos de prisão.

Em liberdade desde dezembro, António Joaquim, o amante de Rosa Grilo, tinha sido absolvido do crime de coautoria do homicídio, mas foi condenado a dois anos de prisão, com pena suspensa, por posse de arma proibida.

O julgamento

Rosa Grilo e António Joaquim foram a tribunal acusados do homicídio de Luís Grilo em julho de 2018, na sua casa nas Cachoeiras, no concelho de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa.

Nas alegações finais, realizadas em 26 de novembro de 2019, o procurador do MP Raul Farias pediu a condenação dos arguidos a penas de prisão superiores a 20 anos, enquanto as defesas apontaram falhas à investigação da Polícia Judiciária e pediram a absolvição.

Na acusação, o Ministério Público atribuiu a António Joaquim a autoria do disparo, na presença de Rosa Grilo, no momento em que o triatleta dormia. Contudo, durante o julgamento, o tribunal de júri procedeu à alteração não substancial de factos, atribuindo à arguida a autoria do disparo.

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Antes de ir a julgamento, Rosa Grilo escreveu várias cartas onde descreveu a sua versão da morte do marido Luís Grilo.

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