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Aberto inquérito ao desabamento nas obras que decorrem na Praça de Espanha, em Lisboa

Troço da linha azul do metro de Lisboa está cortado entre as Laranjeiras e o Marquês de Pombal

A linha azul do metro de Lisboa está interrompida depois de um desabamento na Praça de Espanha. Os destroços caíram sobre uma carruagem do metro que seguia com cerca de 300 pessoas.

O presidente do Metropolitano de Lisboa disse estar a aguardar a indicação do Laboratório de Engenharia Civil para prosseguir com os trabalhos de reparação após o desabamento.

"Aguardamos a aprovação do LNEC. Os trabalhos já se iniciaram, toda a limpeza foi efetuada, o comboio retirado e o buraco que tínhamos ontem já está tapado por baixo com cofragem. Com um bocadinho de sorte esperamos reduzir os prazos de corte da Linha Azul entre as Laranjeiras e o Marquês de Pombal", declarou.

Há pelo menos quatro feridos a registar, três passageiros e um segurança do metro, anunciou a Câmara de Lisboa. Os feridos, todos ligeiros, foram transportados para o hospital.

A Câmara Municipal de Lisboa diz que se tratou de um erro decorrente dos trabalhos na obra de requalificação da Praça de Espanha e adianta que já foi aberto um inquérito. O comunicado da autarquia avança ainda que técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil estão no local para coordenar a reparação e garantir a reabertura da estação nos próximos dias.

A jornalista Nelma Serpa Pinto está na Praça de Espanha e descreve o cenário da manhã desta quarta-feira

O presidente do Metropolitano de Lisboa, tal como já tinha referido na terça-feira, disse que se tratou de um incidente de obra e que já foi levantado um inquérito para apurar as causas do desabamento.

"Acontece. A primeira coisa é tratar das pessoas - felizmente tivemos apenas quatro pessoas com ferimentos ligeiros - e depois é tratar da solução", disse.

Paulino Pereira, professor do Instituto Superior Técnico, especialista em Vias de Comunicação e Transportes, disse, em entrevista à SIC Notícias, que a responsabilidade do acidente não pode ser imputada ao Metro de Lisboa, mas sim à Câmara Municipal de Lisboa, responsável pela obra de requalificação da Praça de Espanha.

Vereadores do PSD e CDS responsabilizam autarquia pelo desabamento no metro de Lisboa

Os vereadores do PSD e do CDS ouvidos na terça-feira à noite na SIC Notícias dizem que a responsabilidade do acidente no metro de Lisboa é da autarquia.

João Gonçalves Pereira e João Pedro Costa criticam o silêncio do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina.

O presidente do conselho de administração indicou que terá mais notícias durante a tarde desta quarta-feira, após o desenvolvimento das operações do LNEC e a execução de trabalhos preliminares.

"Não me quero comprometer com prazos. São situações específicas, muito em detalhe. Temos de olhar bem ao que se vai fazer. Estamos a trabalhar em pleno. Espero à tarde definir um prazo com mais certeza do que agora", referiu.

Vítor Domingues Santos agradeceu à CP - Comboios de Portugal, à rodoviária Carris e à Fertagus (transporte ferroviário na ponte 25 de Abril) pelo esforço de avisar os clientes e pela disponibilização de meios.

"A Carris disponibilizou os meios possíveis para fazer transbordo. O comboio leva 600/800 pessoas, é normal que haja concentração de pessoas nas paragens. Está a correr dentro do possível em 12 horas montar uma operação deste tipo", disse, acrescentando que as restantes linhas estão a funcionar quase dentro da normalidade.

A jornalista Marta Sobral está numa paragem de autocarro onde há passageiros a utilizar este transporte em alternativa ao metro.

Já na estação de metros das Laranjeiras, local onde o percurso da linha azul foi interrompido, houve alguma confusão durante a manhã desta terça-feira.

Alguns utentes foram apanhados de surpresa com o corte desta linha de metro.

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