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Advogado da família de Ihor Homeniúk fala em “tentativa de limpeza de imagem” do ministro

Entrevista na íntegra

Em entrevista à SIC.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, vai ser ouvido na próxima terça-feira no Parlamento, em Lisboa, por causa da morte do ucraniano Ihor Homeniúk nas instalações de acolhimento temporário do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no Aeroporto de Lisboa. Nove meses depois, o Estado decidiu indemnizar a família do cidadão.

Para o advogado José Gaspar Schwalbach, do ponto de vista político a situação deveria ter sido tratada logo no momento em que surgiu a notícia da morte. Considera que o facto de se terem passado nove meses “em silêncio por parte do Estado”, apenas prejudicou a imagem quer do Governo quer do Ministério da Administração Interna.

O advogado da família defende que o esperado era a viúva ter sido contactada de imediato, mas que até hoje não houve qualquer tentativa do Estado português de o fazer.

“Até hoje, desde a morte, não houve um único contacto pela parte do Estado. O ministro não teve uma única palavra para a viúva”, sublinhou.

Sobre as palavras de Eduardo Cabrita na conferência de imprensa de quinta-feira, em que o ministro defendeu ter sido o primeiro a agir e a lidar com este caso sempre sozinho, sem atenção pública, José Gaspar Schwalbach acredita que foi uma tentativa de limpeza de imagem “sem que houvesse um efetivo sentido de culpa”.

Sobre a indemnização, revela que são pedidos pela família um milhão de euros por danos morais, patrimoniais e pela própria morte, e garante que qualquer valor abaixo disso será uma tentativa de livrar o Estado da responsabilidade, um “branqueamento de tudo o que aconteceu”.

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