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Crise no CDS. “Há momentos em que é melhor não esconder que há problemas”

Nuno Melo, eurodeputado do CDS, considera que o partido “saiu esclarecido” do Conselho Nacional e defende que é necessário “sarar as feridas”.

Depois de um Conselho Nacional que durou mais de 16 horas, onde a moção de confiança a Francisco Rodrigues dos Santos foi aprovada com pouco mais de metade dos votos, Nuno Melo, eurodeputado do CDS, considera que o partido “saiu esclarecido”.

“O Conselho Nacional não achou que as coisas estivessem propriamente bem, esteve quase dividido pela metade. Mas achou que o presidente do partido deve cumprir o seu mandato. Pessoalmente, eu acho que o presidente do partido também deve ter consigo ler estes sinais e saberá, de agora em diante, interpretando-os, alterar alguma coisas”, disse o eurodeputado à Edição da Noite da SIC Notícias.

Nuno Melo considera que “há momentos em que é melhor não esconder que há problemas e os Concelhos Nacionais são uma espécie de válvulas de escape”. Sobre as trocas de acusações que marcaram o Conselho Nacional, o centrista considera que “o CDS tem que sarar as feridas” – feridas essas que não se resumem ao Congresso de 2020, em que foi eleito Francisco Rodrigues dos Santos, mas “são feridas de muitos ciclos”.

“Isto significa criar pontes muito mais do que pedir guilhotinas. O CDS não precisa de guilhotinas. Eu acho extraordinário que num partido democrata cristão algumas pessoas se concentrem tanto em vendetas, em expulsões, em mudanças radicais que impliquem o fim de uns para que outros renasçam. O CDS é um contínuo, é uma realidade intergeracional”, disse ainda o eurodeputado.