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Pai e madrasta de Valentina acusam-se mutuamente da autoria das agressões

O que disseram os arguidos no primeiro dia do julgamento.

O julgamento do pai e da madrasta de Valentina, a menina de nove anos morta o ano passado em Atouguia da Baleia, começou esta quarta-feira.

Os dois arguidos acusaram-se mutuamente da autoria das agressões.

Em prisão preventiva, os dois arguidos regressam ao tribunal de Leiria, onde estiveram em maio do ano passado, mas agora já com versões diferentes do que se terá passado e já depois de um pedido de avaliação psiquiátrica.

O que disseram Sandro e Márcia?

Sandro Bernardo, o primeiro a ser ouvido, contou em tribunal um relato do que se passou naquele dia que se afasta da descrição feita pelo Ministério Público.

O pai da pequena Valentina acusa a companheira e madrasta da criança de ser a responsável pelas agressões que terão provocado a morte da menina. Acrescenta que nada fez para socorrer a filha por influência da companheira.

Uma versão contrariada por Márcia Monteiro, que garante ter sido o pai a agredir Valentina, assegurando ainda que tentou defender a criança.

Ministério Público aponta a autoria das agressões ao pai

Os indícios recolhidos pela investigação levaram o Ministério Público a acusar Sandro Bernardo da autoria das agressões. Tudo na banheira de casa, primeiro com água muito quente e depois com socos em várias partes do corpo que acabaram por provocar uma hemorragia interna.

Valentina foi depois deixada durante horas no sofá de casa sem ser socorrida, até que acabou por morrer. O casal abandonou mais tarde o corpo numa zona de floresta e participou o desaparecimento às autoridades.

Depois de três dias de buscas, o pai acabou por indicar à polícia Judiciária o local onde estava o corpo da criança

Os arguidos estão a ser julgados pelos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver e simulação de sinais de perigo. Sandro Bernardo é ainda acusado de violência doméstica sobre a filha.

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