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Advogada de Rosa Grilo acusada de três crimes

JOSÉ SENA GOULÃO

Tânia Reis terá alegadamente plantado provas no caso do homicídio de Luís Grilo.

A advogada de Rosa Grilo foi esta quinta-feira acusada de três crimes por ter alegadamente plantado provas no caso do homicídio de Luís Grilo.

Ao que a SIC apurou, o Ministério Público acusa a advogada Tânia Reis de simulação de crime, posse de arma proibida e favorecimento pessoal.

O antigo inspetor da PJ, João de Sousa, também está a ser acusado pelos mesmos crimes.

Em causa está um invólucro encontrado na casa de Rosa Grilo, durante o julgamento. O Ministério Público acredita que se tratou de uma prova plantada pela advogada e pelo antigo inspetor para fazer crer que haveria um erro grosseiro na investigação inicial.

Contactado pela agência Lusa, João de Sousa considerou que "o timing da acusação e de constituição de arguido é interessante", uma vez que ocorreu três horas antes de se conhecer a decisão do Supremo Tribunal de Justiça sobre a manutenção das penas a Rosa Grilo e António Joaquim.

Supremo mantém 25 anos de prisão a Rosa Grilo e António Joaquim

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) negou hoje provimento aos recursos apresentados pelas defesas de Rosa Grilo e de António Joaquim, mantendo a decisão da Relação de Lisboa, que condenou ambos a 25 anos de prisão pelo homicídio de Luís Grilo.

Segundo o acórdão do STJ, a que a agência Lusa teve acesso, os juízes conselheiros decidiram manter as penas máximas (25 anos de prisão) aos dois arguidos, pelo homicídio de Luís Grilo, marido da arguida, ocorrido em julho de 2018, na casa do casal, nas Cachoeiras, concelho de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa.

No julgamento, que decorreu no Tribunal de Loures, Rosa Grilo, em prisão preventiva desde setembro de 2018, foi condenada, em 3 de março de 2020, por um tribunal de júri, a 25 anos de cadeia pelo homicídio do marido, enquanto António Joaquim foi absolvido do crime.

Luís e Rosa Grilo

Luís e Rosa Grilo

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