País

Comité de Solidariedade com a Palestina contradiz Fernando Medina

PAULO NOVAIS

Organização diz que envio de dados pessoais é habitual e não um erro.

O Comité de Solidariedade com a Palestina contradiz Fernando Medina, argumentando que o envio de contactos pessoais de manifestantes é uma prática hubitual e não um erro.

Em comunicado, o comité afirma que o gabinete de Medina admitiu que o envio de dados pessoais é algo comum e defende-se com a resposta enviada pela autarquia em 2019 que diz que, quando há manifestações que envolvam um determinado país, as respetivas embaixadas são informadas.

A Câmara dá até exemplos de outros casos em que isso aconteceu com a China e a Venezuela e no caso dos palestinianos, o comité alerta que há perseguição a ativistas por parte dos serviços secretos israelitas.

Fernando Medina pede desculpa por "erro"

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa pediu hoje "desculpas públicas" pela partilha de dados de ativistas russos em Portugal com as autoridades russas, assumindo que foi "um erro lamentável que não podia ter acontecido".

"Quero fazer um pedido de desculpas público aos promotores da manifestação em defesa dos direitos de Navalny, da mesma forma que já o fiz à promotora da manifestação. Quero assumir esse pedido de desculpas público por um erro a todos os títulos lamentável da Câmara de Lisboa", disse Fernando Medina numa conferência de imprensa sobre envio à Rússia de dados pessoais de três ativistas russos.

Entretanto, a Câmara de Lisboa anunciou hoje que alterou os procedimentos internos para manifestações por forma a salvaguardar dados pessoais de manifestantes, após uma queixa de ativistas russos que viram os seus dados partilhados com a Embaixada da Rússia.

"Foram alterados os procedimentos internos desde 18 de abril e, nas manifestações subsequentes para as quais foi recebida comunicação (Israel, Cuba e Angola) não foram partilhados quaisquer dados dos promotores com as embaixadas", justificou a CML em comunicado.