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Ministro das Infraestruras considera "grave" partilha de dados de ativistas com Moscovo

MANUEL DE ALMEIDA

É a primeira reação de um membro do governo à polémica com o envio de dados à embaixada da Rússia, de ativistas que organizaram uma manifestação em Lisboa.

O ministro das Infraestuturas e apontado como possível sucessor de António Costa no Partido Socialista considera que o caso da partilha de dados com a embaixa russa grave.

No Facebook, deixa um alerta: não se pode repetir. Pedro Nuno Santos afirma que os procedimentos têm de ser menos automáticos e mais ajustados às situações concretas.

Sobre Fernando Medina, disse não ter dúvidas que defende a liberdade e a democracia e louva a atitude por ter reconhecido o erro e pedido desculpas.

FERNANDO MEDINA PEDE DESCULPA POR "ERRO"

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa pediu hoje "desculpas públicas" pela partilha de dados de ativistas russos em Portugal com as autoridades russas, assumindo que foi "um erro lamentável que não podia ter acontecido".

"Quero fazer um pedido de desculpas público aos promotores da manifestação em defesa dos direitos de Navalny, da mesma forma que já o fiz à promotora da manifestação. Quero assumir esse pedido de desculpas público por um erro a todos os títulos lamentável da Câmara de Lisboa", disse Fernando Medina numa conferência de imprensa sobre envio à Rússia de dados pessoais de três ativistas russos.

Entretanto, a Câmara de Lisboa anunciou hoje que alterou os procedimentos internos para manifestações por forma a salvaguardar dados pessoais de manifestantes, após uma queixa de ativistas russos que viram os seus dados partilhados com a Embaixada da Rússia.

"Foram alterados os procedimentos internos desde 18 de abril e, nas manifestações subsequentes para as quais foi recebida comunicação (Israel, Cuba e Angola) não foram partilhados quaisquer dados dos promotores com as embaixadas", justificou a CML em comunicado.