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Desaparecimento de Noah. Ex-coordenador da PJ explica investigação 

Carlos Carmo, ex-coordenador da Polícia Judiciária, na Edição da Tarde, da SIC Notícias.  

Carlos Carmo explica os primeiros passos da investigação que está a ser feita para encontrar Noah, a criança de dois anos que desapareceu na quarta-feira, em Proença-a-Velha.

O ex-coordenador da Polícia Judiciária (PJ) diz que o primeiro passo é contactar as pessoas que estavam presentes no local em que a criança desapareceu, ouvi-los ao pormenor e perceber as circunstâncias do desaparecimento, por exemplo como é que a criança saiu de casa e que roupas levava.

Este trabalho é normalmente feito pela PJ, que entra desde o início numa operação como esta. Carlos Carmo explica que, à partida, a hipótese de crime é colocada, mesmo que depois não venha a ser confirmada.

Enquanto a equipa da PJ recolhe informações e vestígios, outras forças policiais fazem as buscas no terreno.

As autoridades alargaram o perímetro das buscas em 20 quilómetros do local onde a criança desapareceu. Para Carlos Carmo, este "não deve ser o caminho". O ex-coordenador da PJ defende que as buscas devem concentrar-se no "epicentro do desaparecimento" e alargadas, mas não já os 20 quilómetros.

"Não há nada que nos diga que a criança possa estar a 20 quilómetros (…) A criança não vai andar 20 quilómetros", afirma.

Em relação ao envolvimento da população, concorda com a iniciativa. No entanto, diz que os populares devem estar organizados e integrados com as autoridades.

"A ajuda dos populares é sempre bem-vinda", concluiu.

GNR alarga buscas

A GNR disse esta tarde que vai alargar as buscas. Em declarações aos jornalistas, no posto de comando instalado junto à igreja matriz de Proença-a-Velha, o capitão Jorge Massano, da GNR de Castelo Branco, referiu que as buscas vão ser "alargadas de fora para dentro, com recurso a veículos todo o terreno".

O responsável pela operação disse ainda que o "esforço das buscas" vai incidir numa área onde foi encontrada uma bota e uns calções de criança, que fica a cerca de 1.300 metros do sítio onde já tinha sido encontrado uma camisola de criança.

Segundo Jorge Massano, nas operações continuam envolvidos 127 elementos, entre GNR, bombeiros, proteção civil municipal, sapadores florestais e voluntários, com apoio de equipas cinotécnicas, drones e mergulhadores, que estão a vistoriar poços e linhas de água.