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Joe Berardo detido por fraude à CGD. Prejuízo é de quase mil M€ à banca

Foram efetuadas 51 buscas. Advogado do empresário também foi detido.

Joe Berardo foi detido pela Polícia Judiciária numa mega-operação que resultou também na detenção do advogado do empresário. Em causa está uma dívida de 439 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos.

É o maior devedor ao banco público e agora também o principal arguido de uma investigação que arrancou há cinco anos.

A poucos dias de celebrar 77 de idade, o empresário madeirense, que já foi um dos mais ricos do país e que sempre garantiu ter as mãos limpas, enfrenta no mínimo uma noite atrás das grades, numa cela da prisão anexa à Polícia Judiciária.

É suspeito de ter lesado os três maiores bancos do país - Caixa geral de Depósitos, Novo Banco e BCP - em quase mil milhões de euros, dissipando património e dinheiro da esfera pessoal com recurso a várias empresas-veículo.

Foi detido às primeiras horas da manhã em Lisboa por quatro operações de financiamento suspeitas com a Caixa Geral de Depósitos no valor de 439 milhões de euros, entre 2006 e 2009.

Em causa estão crimes de burla, fraude fiscal, branqueamento de capitais e administração danosa.

A Polícia Judiciária adianta que a investigação "identificou procedimentos internos em processos de concessão, reestruturação, acompanhamento e recuperação de crédito contrários às boas práticas bancárias e que podem configurar crime".

Entre os detidos está também André Luiz Gomes, o advogado que há muito acompanha Joe Berardo e cujo escritório foi também alvo de buscas.

Foram mais de 50 buscas de Norte a Sul do país, sobretudo em Lisboa, Sesimbra e Funchal. Três envolveram instituições bancárias e nem o Ministério da Cultura e o Centro Cultural de Belém escaparam.

Fonte do BCP um dos lesados confirma que o banco está a colaborar com as autoridades. A prova disso é esta imagem que mostra o presidente Miguel Maia a sair das instalações da PJ esta terça-feira.

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