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Eduardo Cabrita quebra o silêncio e fala sobre acidente com carro na A6

Declarações surgem duas semanas depois do acidente que vitimou mortalmente Nuno Santos.

O ministro da Administração Interna falou esta sexta-feira pela primeira vez sobre o acidente do carro em que viajava e que vitimou um trabalhador numa autoestrada.

Eduardo Cabrita diz que não há cidadãos acima da lei e assegura que será prestada toda a colaboração ao inquérito.

O ministro não quis, no entanto, responder às perguntas sobre a velocidade em que seguia a viatura.

Carro do MAI envolvido no acidente é um veículo apreendido utilizado pelo Estado

O carro onde seguia Eduardo Cabrita, envolvido no atropelamento mortal na A6, é uma viatura apreendida. Estava a ser utilitzada por um membro do Governo, mas ainda não tinha sido declarada a favor do Estado.

No entanto, podia circular na via pública, porque segundo o Ministério da Administração Interna, possuia uma guia emitida pela Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública, um documento válido por mais dois anos, até maio de 2023.

As explicações do Ministério da Administração Interna surgem depois de Rui Rio ter questionado o registo do automóvel. Segundo o líder social-democrata, a matrícula não consta dos registos, "o carro pura e simplesmente não está registado". Rio disse que procurou na legislação "para ver se havia alguma norma de exceção que dissesse que os automóveis do Estado, os automóveis do Governo, não carecessem de registo" e não a encontrou.

As circunstâncias do acidente continuam a ser investigadas. Permanecem as dúvidas sobre a razão porque seguia o carro na via da esquerda, e a que velocidade circulava.

O caso esta a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Évora. O INEM abriu um inquérito interno sobre as circunstâncias em que foi prestado o socorro no acidente e a GNR está também a investigar o caso.