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André Ventura: "Demito-me hoje para convocar eleições diretas"

Fala em "imbróglios jurídicos" e "na maior perseguição das instituições". 

André Ventura avançou esta sexta-feira que vai apresentar a sua demissão de presidente do Chega "para convocar eleições diretas para a presidência do partido". É a reação à decisão do Tribunal Constitucional, que considerou ilegais as alterações de estatutos feitas na Convenção de setembro do ano passado.

"Não podemos perder mais tempo com imbróglios jurídicos, estamos a ser alvo de perseguição das instituições", afirma, acrescentando que é a "maior perseguição de que há memória".

Em conferência de imprensa na sede do partido, anuncia também que é recandidato à presidência do partido e pede eleições "o mais breve possível".

TC considera alterações de estatutos ilegais

Os juízes entendem que a convocatória da Convenção do partido, em Évora, em setembro do ano passado, não tinha indicação de que iriam ser discutidas e aprovadas aterações estatutárias.

Desta forma, tudo o que foi decidido nesse congresso e no seguinte cai por terra, nomeadamente, os órgãos internos criados e as decisões por eles tomadas, como a Comissão de Ética.

Esta decisão do Tribunal Constitucional inviabiliza todas as decisões tomadas pelo partido no último ano e terá que realizar um congresso extraordinário para repor a legalidade dos estatutos.

Congresso extraordinário: "é contra a nossa vontade"

André Ventura adianta ainda que as eleições diretas vão realizar-se no final de outubro ou no início de novembro. Avança também com a realização do congresso extraordinário em dezembro, depois das eleições diretas.

"Estamos a falar de uma imensa, complexa e gigantesca massa de gente", acrescenta.

"Fazemos este congresso contra a nossa vontade. Isto significa um aplicar de recursos financeiros, políticos e logísticos que todos que fazem parte disto compreendem", diz André Ventura.

O líder demissionário do Chega aponta ainda para as eleições legislativas:

"Temos de chegar às legislativas sem que os portugueses tenham dúvidas que estão a lidar com um partido "sério, competente, unido e forte".

Congresso de Évora

Sobre o congresso de Évora, diz que, apesar de "não terem existido figuras como o secretário-geral, o mandato para representação foi dado em reunião de direção por mim, enquanto presidente eleito em eleições diretas".

"Não vejo como juridicamente pudessem estar em causa", diz.

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