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Chega: André Ventura e Mithá Ribeiro surgem juntos em vídeo e deixam garantia

André Ventura, presidente do Chega (C-E), acompanhado por Gabriel Mithá Ribeiro (D), cabeça de lista por Leiria, durante uma ação de campanha eleitoral na vila da Batalha para as eleições legislativas de 2022, Batalha, 16 de janeiro de 2022. PAULO CUNHA/LUSA
André Ventura, presidente do Chega (C-E), acompanhado por Gabriel Mithá Ribeiro (D), cabeça de lista por Leiria, durante uma ação de campanha eleitoral na vila da Batalha para as eleições legislativas de 2022, Batalha, 16 de janeiro de 2022. PAULO CUNHA/LUSA
Gabriel Mithá Ribeiro afirma que Ventura é um “grande líder”.

O presidente do Chega, André Ventura, e o deputado Gabriel Mithá Ribeiro surgiram esta quarta-feira juntos num vídeo para mostrar que as divergências foram ultrapassadas e o "grupo parlamentar está unido" após a demissão do segundo de vice-presidente do partido.

Questionada pela agência Lusa sobre como fica a questão da vice-presidência do partido, fonte oficial do Chega respondeu que, "para já", fica como está e que "o professor Gabriel Mithá Ribeiro apresentou a sua demissão, que foi aceite, e portanto, para já, ficará assim".

Num curto vídeo enviado à comunicação social no qual aparecem os dois, sorridentes e lado a lado, Mithá Ribeiro começa por dizer que "uma imagem vale por mil palavras". "Estou aqui com o presidente André Ventura em mais um dia de trabalho, dele e meu. Os partidos políticos são como as pessoas, têm uma infância, uma adolescência, uma idade adulta. O Chega está a provar que é um partido com maturidade, dá provas sucessivas de saber resolver os problemas", disse o deputado.

Não esquecendo que o partido é de "base popular", Mithá Ribeiro considerou que "este é o momento de dar mais um salto de abrir também o partido a intelectuais, académicos, pensadores". Foi o antigo vice-presidente do Chega que passou a palavra ao presidente do partido, dando um aperto de mão ao seu "interlocutor e grande líder professor André Ventura".

"Eu agradeço ao Gabriel Mithá Ribeiro pelo trabalho que tem feito, por nos permitir neste reinício de trabalhos dar este sinal de unidade, de força e de abertura do partido", começou por dizer. Ventura deixou uma mensagem "ao país todo", mas sobretudo aos apoiantes e militantes do Chega de que "este grupo parlamentar está unido, está mais unido que nunca".

"E todas as divergências, por mais pequenas que sejam, são parte de dores de crescimento e que nunca afetam nem afetariam nem afetarão a nossa unidade. Estamos juntos, continuamos juntos e vamos continuar juntos já no início deste novo ano parlamentar", assegurou.

O vídeo termina com um novo aperto de mão entre Ventura e Mithá Ribeiro. No sábado, numa conferência de imprensa em Leiria, distrito pelo qual foi eleito e com limite de número de perguntas pelos jornalistas, Gabriel Mithá Ribeiro, que se demitiu de vice-presidente do partido após ter sido afastado da coordenação do gabinete de estudos do Chega, garantiu que cumpriria o mandato dentro ou fora do partido e avançou que iria iniciar negociações com o presidente do Chega.

"Para já, fico na condição de iniciarmos conversas, negociações o mais breve possível. Entreguei ao presidente André Ventura um texto escrito, claríssimo, a explicar e a fundamentar as minhas posições e a apresentar propostas de soluções", acrescentou então o deputado, ao considerar que o seu afastamento do gabinete de estudos foi uma "clara falta de confiança do presidente" à sua pessoa.

No dia seguinte, André Ventura anunciou que ia apresentar uma moção de confiança para que os órgãos competentes do partido se pronunciem sobre a forma como a formação tem sido dirigida. O presidente do partido afirmou então não ser "imune" aos "casos" das últimas semanas e que "talvez essa fação, como o episódio que ocorreu protagonizado pelo professor Gabriel Mithá Ribeiro, seja efetivamente uma questão".

Em comunicado entretanto divulgado na segunda-feira ficou a saber-se que o Conselho Nacional extraordinário para discutir, avaliar e votar esta moção de confiança vai decorrer em 17 e 18 de setembro na Batalha, Leiria, no qual todos os militantes poderão intervir, mas apenas os conselheiros poderão votar.

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