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Crise no SNS: partidos criticam atuação do Governo e pedem mudanças

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Do Chega ao Bloco de Esquerda, as críticas às políticas do Executivo para o SNS foram unânimes.

Antes do debate sobre o custo de vida, que decorreu esta quarta-feira na Assembleia da República, houve um momento de declarações políticas. A maioria dos partidos abordou os problemas do Serviço Nacional Saúde (SNS) e exigiu mudanças ao Governo.

Ricardo Batista Leite, deputado do PSD, afirma que “mudar a ministra sem mudar as políticas do Governo para a saúde é como tratar uma ferida exposta com um penso rápido”, sublinhando que António Costa “deveria ter a humildade para reconhecer que o Governo falhou na saúde”.

No momento em que o país precisa de coragem, temos um Governo cobarde; no momento em que o país precisa de visão, temos um Governo sem rumo; no momento em que o país precisa de reformas, temos um Governo acomodado; no momento em que o país precisa de solidariedade temos um Governo que abandona quem menos tem e mais precisa.

Já Diogo Pacheco Amorim focou-se em lembrar que o Chega já tinha pedido a demissão anteriormente, referindo que “nenhuma destas bancadas apoiou”. O deputado do Chega disse ainda que a saída de Marta Temido “veio, um mês depois, demonstrar a razão que tínhamos quanto ao caos instalado na saúde, um sorvedouro de recursos escassos, dissipados por uma péssima gestão, orientada por uma ideologia e não pela dura realidade dos factos”.

Rodrigo Saraiva, do Iniciativa Liberal, afirma que a razão para o “caos nas urgências” se prende com a promessa do Governo de “revitalizar o SNS com a melhor oferta pública, dispensando a colaboração do setor privado e social”. “Os que se gabam de terem fundado o SNS são mesmo aqueles que vão pôr o SNS afundado”, rematou.

O PCP sublinhou que “é urgente atacar as dificuldades que estão colocadas ao SNS”, o que implica “uma rotura com as políticas que conduziram à atual situação e que criaram no SNS graves problemas”.

Por este caminho, o Governo da maioria absoluta do PS está a preparar a entrega de ainda mais cuidados e serviços públicos de saúde aos privados; por este caminho, o Governo da maioria absoluta do PS continua a favorecer ainda mais os grupos privados que fazem negócio à custa da doença dos portugueses”, disse o deputado João Dias

O bloquista Pedro Filipe Soares apelidou Marta Temido de “ministra relâmpago”, afirmando que “tão depressa entrou em ombros do PS e do primeiro-ministro, como de seguida saiu de fininho por ninguém reconhecida, porque ninguém lhe queria prestar homenagem”. O deputado acrescenta ainda que estamos perante um “SNS em agonia, em caos porque o PS acha que afinal são as políticas da direita que vão fazer com que ele se reabilite”.

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