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Depois de Isaltino, buscas da PJ visam membro do comité político do PSD

Depois de Isaltino, buscas da PJ visam membro do comité político do PSD
Nacho Doce

Em causa estão alegados negócios ilícitos nas autarquias de Oeiras e Odivelas.

Para além da Câmara de Oeiras e de Odivelas, a Polícia Judiciária esteve também a fazer buscas na Junta de Freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa. Sete inspetores da PJ estiveram à procura de documentos relevantes para a investigação e saíram das instalações por volta das 15:30.

A Junta de Freguesia de Avenidas Novas foi alvo de buscas porque o presidente é o pai de Rodrigo Gonçalves, membro do comité político do PSD e um dos principais visados pela investigação da PJ.

Em causa estão suspeitas do crime de corrupção ativa e passiva para ato ilícito, participação económica em negócio e prevaricação. Rodrigo Gonçalves terá alegadamente angariado negócios com esquemas ilícitos para as autarquias de Oeiras e Odivelas.

Razão pela qual foram feitas buscas também nas Câmaras de Oeiras e Odivelas. A autarquia de Oeiras explica que a operação está relacionada com um projeto específico que foi aprovado há vários anos, chamado Porto Cruz, na foz do rio Jamor.

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Em comunicado, o autarca Isaltino Morais afirma que não fazia parte da presidência quando este projeto foi decidido, assegurando que não teve intervenção direta na aprovação deste empreendimento.

Na Câmara de Odivelas também decorreram buscas ao longo da manhã, mais especificamente no departamento jurídico, onde trabalha a mulher de Rodrigo Gonçalves, no departamento de urbanismo e nos Paços do Concelho.

Montenegro aguarda "sereno", mas agirá "de forma adequada"

Luís Montenegro, presidente do PSD, afirmou que vai aguardar "com serenidade" e que agirá "em conformidade" e "de forma adequada" à informação que for apurada.

"É muito difícil para mim estar a antecipar o que quer que seja (...). Seria injusto estar a fazer um juízo predefinido sem conhecimento", afirma.

No entanto, o presidente do PSD considera que o crime em causa é "grave".

De acordo com a PJ, após a realização dos competentes exames e intervenção pericial, a investigação irá prosseguir "visando o cabal esclarecimento dos factos que integram o objeto do inquérito, o apuramento da verdade e a célere conclusão da investigação".

A Procuradoria-Geral da República confirmou "apenas a realização de diligências no âmbito de um inquérito dirigido pelo DIAP Regional de Lisboa".

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