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Socialistas pedem afastamento de Miguel Alves

Socialistas pedem afastamento de Miguel Alves
Governo XXIII

Vários membros do partido já questionaram o secretário de Estado Adjunto.

Há cada vez mais pedidos de afastamento do secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro. Para além do negócio duvidoso na Câmara de Caminha é arguido em dois processos: a Operação Éter e a Operação Teia.

Vários membros do PS já se manifestaram e pediram o afastamento de Miguel Alves.

Alexandra Leitão foi a primeira socialista a defender publicamente, na CNN Portugal, a saída de Miguel Alves do Governo, por ser arguido em dois processos. Também à CNN, Isabel Moreira defendeu que Miguel Alves deve demitir-se ou ser demitido.

João Cravinho, ao Jornal Público, defendeu que o secretário de Estado deve suspender o mandato até que tudo fique esclarecido. Já Ana Gomes diz que o primeiro-ministro deve tomar uma posição e critica o papel de vitimização.

Os processos em que Miguel Alves é arguido

Desde 2019 que Miguel Alves está na lista de arguidos da Operação Éter, em que à volta de Melchior Moreira, ex-presidente do Turismo do Porto e do Norte, o Ministério Público investiga contratos ilícitos e crimes de corrupção e abuso de poder com autarcas socialistas.

Isto era público quando o primeiro-ministro chamou Miguel Alves, em setembro, para secretário de Estado Adjunto.

O então presidente da Câmara de Caminha é também visado na Operação Teia, avançou o Observador. Ajustes diretos na compra de sistemas informáticos por autarquias do Norte estão na base das suspeitas de corrupção.

Por tudo isto, a somar às explicações sobre o adiantamento de 300 mil euros pela câmara de Caminha a uma empresa para construir um centro multiusos, o PSD e o Chega querem ouvir Miguel Alves no Parlamento.

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