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O que deve ter em conta antes de recorrer às urgências dos hospitais

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Vasco Peixoto, investigador e médico de saúde pública, analisa a pressão nas urgências nos hospitais e adianta um cenário para o inverno.

As urgências dos maiores hospitais do país continuam sobrelotados e sabe-se que 30% a 40% dos utentes apresentam sintomas não urgentes. Os vírus respiratórios são vistos como um fator que contribui para este cenário. O investigador e médico de saúde público, Vasco Peixoto, aponta para a necessidade de comunicação e aumento da literacia médica.

A maior parte dos utentes que se deslocam para as urgências dos hospitais são considerados não urgentes e contribuem para a sobrelotação destes serviços. Vasco Peixoto adianta que há uma “grande tentativa dos médicos explicarem os sinais de alerta aos utentes” para conseguirem separar os sintomas urgentes dos não urgentes.

Para além disso, o utente precisa de ter uma resposta rápida e remota, isto é, caso esteja em dúvida, o médico de saúde pública aconselha a contactar a linha SNS24. Este apoio está disponível à população, avisa Vasco Peixoto, relembrando que a linha não serve apenas para a covid-19. Ainda assim, deve permitir orientar a grande maioria dos utentes.

O investigador e médico de saúde pública partilha outra solução, uma teleconsulta com o médico de família.

Os utentes com sintomas ligeiros devem recorrer aos serviços de cuidados primários ao que especialistas defendem que este serviço deve aumentar o horário, mas Vasco Peixoto indica que "não vai fazer uma dferença muito grande".

Tendo em conta este cenário, o inverno vai trazer mais casos de covid-19 e de gripe, assim como outros vírus respiratórios que poderão comprometer o serviço hospitalar, indica Vasco Peixoto.