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Câmara Municipal de Lisboa alvo de novas buscas

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É a segunda vez no espaço de uma semana que a CML é alvo de buscas pela PJ.

Estão a ser realizadas esta terça-feira pela unidade de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária (PJ) novas buscas na Câmara Municipal de Lisboa. Há precisamente uma semana, as autoridades fizeram buscas no departamento camarário do Urbanismo.

"Confirmamos as buscas realizadas e qualquer esclarecimento sobre o âmbito das mesmas deverá ser prestado pelas autoridades judiciais", indicou fonte oficial da CML à agência Lusa, acrescentando que as buscas decorrem no Departamento de Apoio aos órgãos e serviços municipais da autarquia.

Saliente-se, porém, que as buscas em curso hoje não estão relacionadas com as da semana passada, mas sim com a “Operação Tutti Frutti” iniciada em 2017 e divulgada um ano depois.

Em causa estão suspeitas da prática de crimes económico-financeiros decorrentes da contratação de pessoal e da adjudicação direta de serviços a empresas ligadas ou controladas por dirigentes políticos, sobretudo do PSD, mas também alguns do PS.

Em 2018, segundo nota da Procuradoria-Geral da República de Lisboa (PGR), foram realizadas cerca de 70 buscas, incluindo escritórios de advogados, autarquias, sociedades e instalações partidárias "em diversas zonas geográficas do território continental e dos Açores".

No decurso dessas buscas, a PJ apreendeu documentação de, pelo menos, 13 pessoas ligadas à autarquia de Lisboa, que terão recebido avenças por parte do PSD. Os investigadores suspeitam que dirigentes sociais-democratas terão pago serviços e negociado a atribuição de empregos, em troca de favores políticos.

Hoje, os investigadores estão a analisar documentos relacionados com processos urbanísticos geridos pelo ex-vereador do Urbanismo Manuel Salgado, durante a presidência municipal de Fernando Medina, atual ministro das Finanças.

Buscas diferentes no espaço de uma semana

No que diz respeito às buscas anteriores, no departamento do Urbanismo, o Ministério Público constituiu seis arguidos: três sociedades e os respetivos representantes legais. Fernando Medina que era, à data dos factos sob investigação, o autarca já admitiu publicamente desconhecer a investigação.

Em causa nesta investigação estão "suspeitas de corrupção, participação económica em negócio e falsificação", numa nomeação para “prestação de serviços que foi assinada em 2015" pelo então presidente da autarquia, Fernando Medina (PS), que é agora ministro das Finanças.

A Câmara de Lisboa confirmou as buscas no departamento de Urbanismo, mas remeteu mais esclarecimentos para as autoridades judiciais.

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